Médicos-residentes do Paraná e de Santa Catarina aderem hoje à greve iniciada pela Associação Nacional dos Residentes há 15 dias. Os cerca de 120 residentes que trabalham no Hospital Universitário (HU) de Londrina permanecerão parados até quinta-feira, quando uma nova reunião, marcada para às 11h30, no Anfiteatro do HU, deverá decidir se eles continuarão o movimento.
Segundo o residente Ayres Machado Alves, integrante da Comissão de Greve dos Residentes do HU - formada também pelos residentes Rafael Arsky, Fábio Valério e Adriana Piram - os serviços de urgência e emergência não serão prejudicados, ''Uma equipe reduzida irá se revezar entre as principais clínicas para atender as ocorrências mais graves'', informou.
Alves explicou que eles reivindicam reposição em 57% das perdas salariais acumuladas nos últimos oito anos. Hoje, o salário base de um residente é de R$ 1,4 mil para um jornada de 60 horas semanais. ''Sabemos que na realidade trabalha-se muito mais do que o previsto, mas não estamos lutando pela jornada porque, por ser um aprendizado, o residente se sujeita a trabalhar horas extras.''
Do total de residentes de Londrina, 90% permanecerão parados entre hoje e amanhã. ''O restante irá manter os serviços de urgência e emergência funcionando'', alertou Alves. Segundo ele, residentes de todos os estados aderiram à paralisação, menos uma parte dos profissionais paulistas, que retomaram os atendimentos ontem.
Alves assinalou ainda que os residentes devem entrar em contato com a Comissão Médica dos Residentes (Coreme) do Paraná para definir se a carga horária perdida com a greve será reposta.
Para o diretor clínico do HU, Marcos César Barros de Almeida Camargo, não haverá comprometimento nos serviços prestados pelo hospital durante os dois dias de greve. Segundo ele, o Pronto-Socorro, que conta com o trabalho de quatro residentes, será conduzido por dois estudantes. Já os ambulatórios e as enfermarias serão assumidos pelos docentes.
Ainda de acordo com Camargo, amanhã a diretoria do HU deverá reunir-se com a representantes da Coreme e do Centro de Ciência da Saúde (CCS) ''para avaliar o que fazer caso a greve se prolongue por mais dias''.

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