Residencial volta a ter problemas
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quinta-feira, 22 de agosto de 2002
Emerson Dias<BR>Reportagem Local 
Arapongas - Os moradores do Residencial Águias, localizado na zona oeste de Arapongas (37 km a oeste de Londrina), encaminharam ontem um abaixo-assinado ao Ministério Público, solicitando interdição e reforma em todas as casas do bairro. As moradias, financiadas pela Caixa Econômica Federal (CEF), apresentam rachaduras e rebaixamento nos alicerces.
Entre os mutuários estava Márcia Maroti, 29 anos, que vem tentando acionar o seguro para reformar o imóvel. ''Há rachaduras nas paredes, na laje do teto e nos muros. A calçada também está se abrindo, como se a casa estivesse escorregando ladeira abaixo'', explicou a dona-de-casa, enquanto apresentava laudos do Corpo de Bombeiros.
No boletim nº 30/02, o capitão Dario Natan Bezerra detalhou problemas na estrutura e sugeriu a improvisação de colunas para segurar a laje. De acordo com moradora, as fissuras apareceram depois de um temporal, ocorrido há cerca de 20 dias. ''O terreno é muito inclinado e os custos de um muro de arrimo chega a R$ 10 mil. Toda vez que chove, alguma coisa cai'', afirmou Márcia, apontando para o muro do vizinho derrubado pelas chuvas.
No documento emitido em 9 de julho deste ano pela Caixa Seguros S.A, o pedido de ressarcimento foi negado porque ''as trincas em paredes e laje'' foram provocadas por ''infiltrações de águas pluviais entre calçadas externas''. O gerente da CEF em Arapongas, José Carlos Rodrigues, disse ontem que a seguradora emitiu o termo de negativa, mas que uma nova vistoria foi solicitada em seguida. ''Pedimos um novo relatório a outro engenheiro. O resultado deve sair até semana que vem'', explicou Rodrigues, destacando que os casos ocorridos há três meses já foram solucionados. ''Dois moradores tiveram as casas quitadas e ainda receberam recursos para reconstrução dos muros. Outros dois mutuários também receberam indenização para reformas.''
Em maio deste ano, um muro de arrimo caiu sobre uma construção. Ninguém saiu ferido, mas o desmoronamento assustou os moradores. Eles iniciaram a coleta de assinaturas para apresentar o problema ao MP. O promotor de Justiça, Dênis Pestana, deve analisar o pedido dentro dos próximos dias.


