Imagem ilustrativa da imagem Residência odontológica completa 10 anos
| Foto: Divulgação/UEL



A Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial, do curso de Odontologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), está completando 10 anos. Anualmente, a equipe do curso realiza 190 cirurgias de alta complexidade e de grande porte no Hospital Universitário (HU). Antes da residência, eram realizadas apenas seis cirurgias/ano, segundo o coordenador do curso, Glaykon Alex Vitti Stábile. Além disso, são realizadas cerca de quatro mil cirurgias de menor porte por ano, na Clínica Odontológica Universitária (COU), na área central de Londrina.

Stábile explica que a residência é uma especialidade da Odontologia que realiza desde uma cirurgia básica, como extração dentária, até traumas no osso do rosto e mandíbula. Estes procedimentos beneficiam pacientes do Paraná e de outros estados. "Era um serviço que a comunidade não tinha acesso há dez anos e neste tempo a UEL se tornou um referência. Somos o único na região que oferece atendimentos considerados complexos e de trauma pelo Sistema Público de Saúde. Por isso crescemos bastante em pouco tempo", afirma o coordenador.

O professor aponta como grande diferencial da residência o ambiente acadêmico proporcionado pelo curso de Odontologia da UEL, que é ainda mais antigo que a própria Universidade. "A residência conta com todos os ambientes da especialidade, é ampla, e tem ainda o HU como espaço de aprendizado". Além disso, o professor destaca a produção científica dos residentes como um ponto que favorece que sigam a carreira acadêmica.

O diretor da COU e idealizador da Residência, José Roberto Pinto, ressalta que o programa também é pioneiro no Núcleo de Telemedicina e Telesaúde (NTT), iniciado em 2010. No NTT, os residentes fazem reunião por videoconferência com estudantes de outras universidades, podendo discutir casos que estão trabalhando.

A Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial tem duração de três anos, totalizando 8.640 horas, sendo 60 horas semanais de atividades. Ingressam dois estudantes por ano e, em 10 anos, o curso formou 17 especialistas. Atualmente, o programa conta com seis residentes.

Para os residentes do 3º ano, Christopher Gibim e Caroline Ballardin, o curso permite uma aproximação com o mercado de trabalho. "Dá mais confiança e conhecimento para assumir qualquer serviço em odontologia", afirma Gibim. "Vemos de tudo no curso. Tivemos reconstrução de sequelas, causadas por acidente ou trauma. E o curso oferece recursos tecnológicos, como biomodelos, que complementam o aprendizado", completa Caroline. Os residentes explicam que os biomodelos são impressos em 3D e são representações fiéis de cada caso estudado.

A residência é reconhecida pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO) e Colégio Brasileiro de Cirurgia Buco-maxilo-facial. Para ter a titulação, é necessário que o residente faça uma prova e seja aprovado.

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