Foram necessárias duas horas e meia para retirar a motorista Elisa Nakayama das ferragens. Segundo o major Dario Natan, do Corpo de Bombeiros, que comandou a operação, o resgate foi bastante complicado. O peso da cabine da carreta que ficou sobre o capô do carro dificultou a remoção da vítima. Dois caminhões-guincho foram usados - um para erguer o caminhão e outro, menor, para remover o carro. O Gol ficou totalmente destruído e teve que ser todo recortado para a retirada da motorista. Ela foi removida pela parte detrás do carro.
''Tivemos sucesso porque foi um trabalho conjunto, que envolveu os soldados, os socorristas e profissionais da saúde'', comentou Natan. Ele informou que Elisa estava consciente e seguia a orientação dos bombeiros e dos socorristas do Siate. ''A colaboração dela foi muito importante'', resumiu.
Dezenas de profissionais se mobilizaram para atender as vítimas. No local, estavam cinco viaturas do Corpo de Bombeiros, com 16 soldados, duas ambulâncias do Siate e quatro viaturas da Polícia Rodoviária Estadual. Uma médica e uma enfermeira do Hospital Municipal de Tamarana também estiveram no local para ajudar no socorro.
''Toda essa mobilização permitiu que nós conseguíssemos dar o atendimento às vítimas com ferimentos mais leves e concentrar esforços na motorista que ficou presa nas ferragens. Se não tivéssemos toda essa estrutura, a vítima teria vindo a óbito'', afirmou Natan.
Outro detalhe que colaborou, segundo o médico do Siate, Marcos Buges, foi o uso do cinto de segurança. ''Todas as vítimas estavam usando o cinto e isso foi fundamental para a sobrevivência.''
A Polícia Rodoviária precisou interditar a rodovia várias vezes para que as ambulâncias se movimentassem na pista. De acordo com o tenente da 2Companhia da Polícia Rodoviária, Idevaldo da Cunha, uma fila de carros se formou por dois quilômetros ao longo das duas pistas. O trecho foi totalmente liberado por volta das 11 horas. Dezenas de pessoas acompanharam o trabalho de resgate. (M.O.)

mockup