Reservas indígenas sem dengue
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 06 de fevereiro de 2008
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Dados da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde mostram que o País registrou mais de 500 mil casos de dengue de janeiro a novembro de 2007. A doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, porém, parece ter encontrado uma barreira intransponível: os limites das 41 aldeias indígenas do Paraná. De acordo com a Fundação Nacional da Saúde (Funasa), nenhum caso ocorreu nessas localidades.
Para a Funasa, a atuação de equipes multidisciplinares nas aldeias é responsável pela ausência da doença. As equipes são formadas por médico, enfermeiro, auxiliar de enfermagem, dentista e agente índigena de saúde.
Segundo o coordenador regional da Funasa no Estado, Vinícius Reali Paraná, além do trabalho das equipes, a conscientização dos índios também foi um fator importante para manter a dengue afastada das aldeias.
Ele explicou que até 2003 a responsabilidade pelo controle da doença era da Funasa. Depois, passou para as secretarias estadual e municipais da Saúde. ''É um resultado muito positivo'', avalia.
Chefe da reserva indígena Apucaraninha, em Tamarana, Nazareno Marcolino, concorda: ''Aqui tem posto de saúde e eles cuidam disso''.


