Reservas indígenas podem concorrer a prêmio de R$ 15 mil
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terça-feira, 31 de outubro de 2006
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
Todas as reservas de índios do Brasil que tiverem um bom projeto de valorização de suas culturas poderão, até o próximo dia 18, se inscrever ao Prêmio Culturas Indígenas, que vai distribuir 80 prêmios de R$ 15 mil no País. A primeira edição do prêmio, promovido pelo Ministério da Cultura, recebe o nome de um guerreiro paranaense: Ângelo Cretã, que morreu em 1980 na Reserva Mangueirinha, no Sudoeste do Estado, em confronto para retomada das terras de seu povo.
Representantes da Articulação dos Povos Indígenas (Arpin) / Sul estiveram em Londrina ontem para treinar uma equipe que ficará encarregada de ir até as seis reservas indígenas do Norte do Estado divulgar a iniciativa e incentivar os líderes das aldeias a participar. Serão contemplados projetos em 15 categorias, entre elas Religião, rituais e festas tradicionais; Língua indígena; Músicas, cantos e danças; Textos escritos; Teatro e histórias encenadas; Medicina tradicional; Jogos e brincadeiras; Artesanato; e Arquitetura tradicional.
Segundo o coordenador administrativo da Arpin Paraná e filho do guerreiro homenageado, Romancio Cretã, o prêmio é uma forma de fortalecer a cultura indígena, homenagear lideranças importantes e inserir o Sul do País em iniciativas do Governo federal. ''Estamos ficando de fora porque não temos demanda. Além deste projeto no Ministério da Cultura temos outro já aprovado pelo Ministério do Meio Ambiente'', ressaltou Cretã.
No Norte do Estado a divulgação do prêmio será feita por representantes da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Centro Cultural Kaingang e Fundação Nacional do Índio (Funai). No manual de orientações, os organizadores exemplificam que não é uma festa tradicional que poderá concorrer ao prêmio, e sim o esforço de uma comunidade ou grupo para continuar realizando-a.


