Guaíra As áreas devastadas pela extração de argila estão entre os principais pontos de procriação de pernilongos e outros mosquitos que infestam Guaíra (114 km a sudoeste de Umuarama) no verão. A constatação é do professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), José Lopes. Especialista em insetos, Lopes está ajudando entidades de Guaíra a diagnosticar o problema e encontrar formas de controle permanente dos mosquitos. O entomologista, representantes do Ministério Público e de outros órgãos de Saúde e Meio Ambiente se reuniram ontem à tarde no Fórum para discutir o projeto.
A extração de argila nas ilhas e várzeas do Rio Paraná, proibida depois da criação do Parque Nacional de Ilha Grande, deixou grandes voçorocas e áreas alagadas que se tornaram criadouros de mosquito. A promotora Suzana Bróglia de Feitosa já pediu ajuda ao município para apurar as empresas que retiravam argila na região. ''Vamos convidar esse pessoal para uma reunião e tentar um acordo para recuperação dessas áreas'', informou. O MP também quer a participação da Itaipu Binacional no projeto de controle de mosquito, porque o lago está entre os principais focos de procriação dos insetos. A empresa não enviou representante à reunião.
O primeiro levantamento feito pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Vigilância Sanitária do município e o professor da UEL apontou uma série de espécies que infernizam a vida da população no verão. As mais comuns são os pernilongos e borrachudos. O professor ficou de voltar a Guaíra para um levantamento mais detalhado do problema. Depois, apontará as alternativas de controle. ''As maiores infestações ocorrem entre setembro e dezembro'', informou Suzana.

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