Reserva tem boas opções de lazer para as famílias
O visitante que chega na reserva Apucaraninha, em Londrina, é saudado logo na entrada com o salto Apucaraninha, por onde a água desce formando um imenso véu. Do mirante, o visitante tem uma vista privilegiada do vale que poderá ficar submerso pelas águas do Tibagi, caso a Copel construa uma hidrelétrica na região. Segundo o que os técnicos explicaram para os índios, a represa cobrirá a usina do Apucaraninha e chegará a cerca de 100 metros do pé do salto.
Os índios moram em localidades diferentes da parte alta da reserva. Próximo à área que poderá ser alagada existe somente uma mata de preservação permanente, o que eliminaria a necessidade de desalojar moradores. Nos fundos das casas, as famílias mantêm roças de milho e feijão. Em outra área, a lavoura comunitária mostra que as terras são férteis. Mas o cacique Juscelino Jenjery Vergílio reclama que a lavoura mecanizada, implantada na comunidade, ajudou no surgimento de pragas.
Alheio aos problemas, as crianças brincam de balanço nas árvores, na sede da reserva. Dali, a visão do vale e de parte do cânion é atraente. Para chegar ao Tibagi, é preciso fazer uma longa caminhada por uma estrada empedrada.
No local onde há cinco anos funcionava um porto de extração de areia, hoje existe uma praia de águas limpas e de pouca correnteza. Nos dias de forte calor, os índios costumam descer a pé ou a cavalo, para se divertir. Ou simplesmente para pegar frutas nas árvores da beira do rio.
Cerca de 200 metros acima da praia, o visitante tem a oportunidade de conhecer a Corredeira do Inferno, local preferido pelos índios para a pesca de cascudo, dourado e pintado. Com técnicas modernas misturadas aos costumes indígenas, muitos caingangues procuram passar os finais de semana inteiro na beira do rio.
Do outro lado do rio, os paredões de pedra bruta acizentados e marrons formam um bonito mural, contrastando com grandes árvores e vegetação diversa. Mas daquela lado, as terras são propriedades particulares. (A.S.)





