Reserva de vagas é ilegal, adverte Ippul
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quarta-feira, 30 de julho de 1997
Da Redação 
Dorico da SilvaMau exemploLatões são usados para reservar vagas na Piauí: Ippul diz que motorista deve remover objetos e estacionarReservar vaga em vias públicas sem autorização do Instituto de Planejamento e Pesquisa de Londrina (Ippul) é ilegal e sujeito a multa. Mesmo autorizado pelo órgão, a pessoa ou comerciante não pode fazer a reserva com qualquer objeto. A utilização de tambores, como foi flagrado pela Folha na rua Piauí, no trecho entre as ruas Pernambuco e João Cândido, na terça-feira, é totalmente irregular. E o diretor técnico do Ippul, Juan Carlos Monasterio, orienta a população a não aceitar este tipo de iniciativa.
Precisando estacionar, o motorista pode e deve remover os objetos utilizados para guardar a vaga. Se for abordado pelo autor da infração, exija a autorização do Ippul, diz. A lei orgânica do município proíbe este tipo de privilégio. Vagas exclusivas são permitidas apenas em casos muito especiais como para ambulâncias e, na maioria das vezes, a sua utilização tem tempo definido.
Monasterio explica que este tipo de situação ocorre com maior frequência em ruas comerciais e é comum, apesar de ilegal. Os infratores usam de tudo para impedir que outros motoristas estacionem: latas, cadeiras, bancos, pedaços de madeiras e até cordões servem como obstáculos.
Segundo Manastério, na maioria das vezes os infratores acham que podem reservar a vaga, simplesmente porque têm um comércio na frente ou precisam fazer algum tipo de serviço. O sistema de reservas irregulares, diz, varia desde a utilização de objetos comuns até a sofisticação de pinturas de faixas horizontais, placas e rebaixamentos de calçadas. A fiscalização e autuação da infração cabem à Polícia Militar, mas as denúncias podem ser encaminhadas também ao Ippul. O instituto notifica a Companhia Municipal de Urbanização (Comurb), que vai até o local desarmar a reserva.
O que mais chama a atenção do Ippul é o fato da maioria dos motoristas respeitar este tipo de reserva. Monasterio acredita que esta passividade seja resultado da falta de informação e também da falta de padronização dos sinais (cavaletes, placas, etc) por parte do órgão. E avisa que a padronização da sinalização já está sendo viabilizada para facilitar o reconhecimento dos equipamentos legais de bloqueio e reserva de vagas.


