Requião quer corrigir distorções no HU
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sábado, 20 de novembro de 2004
Reportagem Local 
O governador Roberto Requião (PMDB) disse ontem que espera estabelecer um termo de compromisso com o Hospital Universitário (HU) para corrigir distorções que ocorrem na instituição para em seguida investir na melhoria do atendimento. Entre essas distorções estariam o índice de faltas em torno de 6,5% e férias de 45 dias. No início de setembro, em visita à Folha, o governador disse acreditar que o hospital teria ''funcionários demais'' e determinou uma auditoria para avaliação das reais necessidades do HU.
O termo prevê que a Universidade Estadual de Londrina (UEL) justifique, ''detalhando caso a caso'', os salários mensais superiores a R$ 5,2 mil - cerca de 20 salários mínimos. Segundo o documento, 30 funcionários, entre médicos plantonistas, assessores, chefes de divisão, bioquímicos plantonistas e encarregados de seção, receberiam salários maiores que R$ 5,2 mil. A relação do governo aponta que o maior salário, de R$ 11,2 mil, é de um médico plantonista. O menor salário da lista, de um encarregado de seção, é de R$ 5,3 mil. Haveria desvios de funções e numerosos salários entre R$ 7 mil e R$ 8.843,00.
O termo de compromisso também prevê que a direção do hospital encerre a prática de concessão anual de 15 dias de recesso bonificado aos servidores do hospital. Outra determinação do termo é que o hospital tome medidas, em um prazo de 180 dias, para reduzir o índice de faltas dos servidores, atualmente em 6,5%, para ''padrões aceitáveis'', de até 3%.
O documento também determina que a UEL apresente, em um prazo de 60 dias, justificativas à Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) para as readequações e readaptações de 85 funcionários da área de enfermagem e de 88 pessoas das áreas administrativas, de apoio e diagnóstico e tratamento. A determinação é que sejam fornecidas informações sobre quais atividades esses servidores desenvolvem atualmente. O termo prevê ainda que a direção tome medidas para minimizar desvios de função.
Ontem, a reitora da UEL, Lygia Pupatto, informou, através da sua assessoria de imprensa, que ainda não tem conhecimento desse termo de compromisso e que não iria de pronunciar antes disso. O diretor superintendente do HU, Francisco Eugênio Alves de Souza, também afirmou não ter conhecimento do termo.


