Requião diz que causa da violência é social
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quinta-feira, 05 de julho de 2007
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O governador Roberto Requião (PMDB) disse ontem que o problema da violência em Londrina é social e não se resolve apenas com policiamento ostensivo e preventivo. ''Não existe como nós prevermos que uma pessoa vai matar a outra dentro de casa depois de uma briga entre família. Ou que o vizinho resolve ir até o bar para matar o outro. Esse tipo de violência não se resolve apenas com mais policiamento. É um problema social e que é de difícil, senão impossível, prevenção. Não existe como colocar um policial-babá ao lado de cada cidadão londrinense'', argumentou o governador, em entrevista exclusiva à FOLHA.
Requião disse que já deu resposta aos pleitos londrinenses de mais policiais nas ruas: 178 novos policiais militares foram deslocados para o município. Outros estariam sendo treinados. ''Montamos uma nova companhia-escola em Londrina para fazer frente ao problema da criminalidade. Novos policiais estão indo para as ruas. Mas, não posso contratar o dobro dos policiais, reduzindo pela metade os seus salários. Essa seria uma tolice maior''.
O governador destacou que Londrina é o município paranaense que mais recebe recursos do Estado. ''Investimos em saneamento básico, fizemos quatro hospitais em Londrina, custeamos investimentos e pessoal na UEL, investimos em 960 vagas nas penitenciárias. Pensamos Londrina. Fazemos por Londrina. Hoje, as penitenciárias estão superlotadas com 1,4 mil presos. O que mais querem? Estamos fazendo tudo o que dá, fazendo prisões. Não dá para prender a cidade de Londrina inteira!'', ironizou ele.
O governador admitiu, no entanto, que existem problemas de segurança no Paraná, que serão resolvidos paulatinamente. ''Existem problemas de segurança em Londrina, em Curitiba, no Paraná e no Brasil. Temos que melhorar. Mas isso se faz devagar. Conforme temos condições de estrutura e recursos'', disse ele.
Anteontem, o governador autorizou a convocação de 700 candidatos suplentes aprovados no último concurso para reforçar o efetivo da Polícia Militar. Eles passarão por testes para que possam ser aceitos como alunos-soldados e terão que fazer cinco meses de treinamento. A convocação deve acontecer em breve.


