Requião anuncia investimentos em saúde
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terça-feira, 01 de fevereiro de 2005
Alan Maschio<br>Reportagem Local 
A construção do Centro de Tratamento de Queimados do Hospital Universitário (HU) tem início em uma semana. A ordem de serviço para as obras foi assinada ontem de manhã pelo governador Roberto Requião, que esteve em Londrina com parte do secretariado. O primeiro escalão do governo aproveitou a solenidade promovida no Anfiteatro do HU para anunciar para julho ampliação dos hospitais Zona Norte (HZN) e Zona Sul (HZS) e do Pronto-Socorro (PS) do HU. Por enquanto, o Estado reservou verbas somente para reformas emergenciais do HZN e para a oficialização do convênio de manutenção com o Hospital Evangélico.
O Centro de Tratamento de Queimados é uma reivindicação latente da comunidade de Londrina há pelo menos dois anos. Atualmente, os dois centros mais próximos são em Curitiba e Marília (SP). A unidade em Londrina será levantada no antigo prédio da Maternidade do HU. Terá pouco mais de 900 metros quadrados de área construída, exigindo R$ 2,1 milhões em verbas, e vai prestar atendimento a toda a região. Segundo o superintendente do HU, Francisco Eugênio, investimentos em equipamento e mão-de-obra ainda não foram definidos pelo Estado. ''A obra tem previsão de conclusão de oito meses. Até lá, tudo isso será definido e só então saberemos qual é a demanda real da região para este serviço'', explicou.
Para a próxima semana também está prevista a reforma emergencial do HZN, no valor de R$ 90 mil, que inclui reparos nas instalações elétricas e hidráulicas e na manutenção do telhado. A ampliação da unidade, juntamente com o HZS, ficará para julho. ''Os dois hospitais vão passar a ter 100 leitos cada um. A previsão é de que serão gastos R$ 10 milhões nas duas unidades'', afirmou o secretário estadual de Saúde, Cláudio Xavier. Atualmente, cada hospital conta com cerca de 45 leitos.
A ampliação do PS também está prevista para julho e, segundo Xavier, deve aumentar a capacidade de atendimento em até 60%. ''Com isto, as consultas emergenciais devem ganhar fôlego'', disse. O secretário estadual de Obras, Luiz Caron, afirmou que ainda não existe previsão de gastos, mas que a ampliação deve ser concluída um ano depois do início.
E assim como a Santa Casa e o próprio HU, agora o Hospital Evangélico deve receber apoio do Palácio Iguaçu. O hospital, que já recebia um reforço mensal de R$ 80 mil, teve o convênio oficializado. A verba mensal para manutenção passa a ser de R$ 100 mil.
''Com estas medidas, estamos dando uma atenção que Londrina, em especial na área de saúde, jamais recebeu do governo do Estado'', garantiu Requião, destacando como objetivo principal recolocar o HU nas funções para as quais foi concebido. ''A ampliação dos hospitais vai permitir que o atendimento de média complexidade seja feito fora do HU, reservando a este hospital as funções de escola e de atendimento terciário'', disse Xavier.
Todas as reformas, no entanto, não fazem com que o superintendente do HU acredite em solução para a superlotação das unidades de saúde. ''Vai ajudar muito, mas não são o fim do problema, que exige reformas maiores ainda quando falamos dos recursos humanos. Precisamos também de mais gente e de gente no lugar certo'', destacou.
Mesmo com as reformas e ampliações do HZS e HZN, a prefeitura ainda não descartou a proposta de municipalização das unidades. Enquanto o governador rechaçou a possibilidade, afirmando que só entrega os hospitais quando a prefeitura mostrar que tem recursos para gerí-los, o prefeito Nedson Micheleti disse que o assunto será discutido na próxima Conferência Municipal de Saúde, ainda sem data definida. ''É uma proposta de toda a cidade, e não da prefeitura. Só a conferência decide sobre isso, mas ainda não desistimos da idéia'', concluiu.


