O governador Roberto Requião (PMDB) dedicou atenção especial ao problema da falta de pessoal no Hospital Universitário (HU), o que estaria levando o superintendente do hospital, Francisco Eugênio de Souza, a sugerir o fechamento de até 50 leitos, para a garantia da qualidade do serviço. Requião visitou a Folha na manhã de ontem e disse acreditar que o hospital tenha ''funcionários demais''. O governador afirmou que pretende promover estudos externos para avaliação das necessidades reais do HU.
Com relação ao déficit de pessoal no HU, estimado em cerca de 90 profissionais do setor de enfermagem, Requião afirmou que não vai se recusar a autorizar contratações ''emergenciais e temporárias'' para o hospital, com a condição de que estudos realizados por grupos externos apontem esta necessidade.
''O HU tem 1.788 funcionários, um quadro comparado somente a de grandes hospitais particulares. Posso autorizar contratações, mas não acredito que isso seja necessário'', afirmou, destacando ainda que o governo do Estado pretende iniciar o quanto antes a realização de estudos de dimensionamento de necessidades em todos os hospitais públicos do Paraná.
Para o diretor clínico do HU, Sinésio Moreira Júnior, o governador ainda não tomou conhecimento ''de maneira satisfória'' sobre as necessidades da unidade hospitalar londrinense. ''Nesse momento, é preciso que se mostre, de maneira clara e de forma satisfatória, ao governador a real necessidade do HU'', disse.
Segundo ele, este é o trabalho que está sendo feito em Curitiba, através do diretor-superintendente do hospital, Francisco Eugênio Alves, que esteve reunido, durante toda a tarde de ontem, com assessores da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
O diretor clínico concorda com uma auditoria nos hospitais, acrescentando que o HU tem obrigação de ser transparante. ''Considero benéfica a auditoria. O hospital deve mostrar os dados sobre os setores que se encontram estrangulados. Nada mais justo que o governador trabalhe com dados, que ajudarão o trabalho dele'', ponderou.
Ele se não quis traduzir esse estrangulamento em números de funcionários. ''O superintendente está em Curitiba tratando disso', limitou-se a dizer. Ele afirmou que notícias veiculadas pela imprensa atrapalharam as negociações com o governo, gerando desgastes.(Colaborou Francismar Lemes)

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