Requião acha que projeto é ‘uma besteira’
Arquivo Folha/Marcos CamposContrárioSenador Roberto Requião: ‘‘Estão promovendo a segurança dos bandidos’’Dono de uma coleção de 33 armas, o senador Roberto Requião (PMDB) acredita que o projeto do governo Federal terá um efeito contrário ao desejado e dará segurança aos marginais. Para ele, desarmar a população, especialmente em determinadas situações, significa dar aos bandidos superioridade e tranquilidade para agir. ‘‘Acho o projeto uma besteira. Estão promovendo a segurança dos bandidos. Deviam proibir o cigarro, que mata muito mais’’, afirma.
Homem de fala grossa e discurso combativo, Requião diz ter andado armado durante certo tempo, quando estaria sendo ameçado de morte. Passada a ameça, ele teria posto a arma novamente na gaveta. ‘‘Tenho horror de andar armado’’, revela. Apesar de ser contrário a proibição da venda de arma, Requião diz ser a favor de restrições ao uso. ‘‘Devemos por restrições pesadíssimas ao porte. Somente deve ser dado em casos excepcionais’’.
Adversário do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), apesar do PMDB compor a base de sustenção do governo, Requião acredita que o projeto é, na verdade, ‘‘uma tentativa de desviar a atenção da população e da mídia daquilo que realmente importa’’. ‘‘É uma tapeação, uma bobagem completa’’, reafirma.
Assim como o presidente da Assembléia Aníbal Khury, o senador acredita que a proibição da venda de armas iria impulsionar o comércio ilegal, principalmente na fronteira do Paraná. Também como Khury, Requião usa o exemplo da Lei Seca, que proibiu a venda de bebidas alcoólica na década de 30 nos Estados Unidos. Conforme ele, foi exatamente nesta época que mais se consumiu bebida no estados norte-americanos. (J.A.)

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