Répteis são encontrados na área urbana
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quinta-feira, 05 de fevereiro de 2009
Fernanda Borges<br> Reportagem Local 
Uma jibóia com pouco mais de dois metros de comprimento; um jacaré praticamente do mesmo tamanho, com cara de mau, mas que os vizinhos de onde ele habita garantem que nunca atacou ninguém. Os dois répteis foram encontrados ontem na área urbana de Londrina, em lugares improváveis.
Por volta das 11 horas o voluntário do Corpo de Bombeiros Roberto Ferreira capturou a cobra num terreno particular na Avenida Leste-Oeste. Segundo ele, o réptil estava embaixo de uma grande quantidade de sujeira que estava sendo removida por uma equipe de trabalhadores. Ela deve ter comido bastante rato por ali porque não está desnutrida. O impressionante é que não é comum encontrarmos essa espécie de cobra assim. Vou acionar o Ibama para que seja verificado se há registro do animal, comentou.
Autodidata, Ferreira estuda sobre répteis há cerca de 15 anos e trabalha em parceria com os bombeiros há pelo menos seis anos. Gosto de capturar as cobras para que o animal não seja morto e a nossa natureza possa ser preservada. Essa espécie parece ser uma das mais difíceis de encontrar. Ela mede 2,20 metros. Apesar de dar um pouco de medo pra quem vê, não é venenosa, mas tenta machucar as pessoas por meio de esmagamento, explicou.
Já no Jardim Alcântara (Zona Sul) um jacaré tem sido a atração dos moradores do Condomínio Residencial Vale das Araucárias. O morador de uma lagoa que fica a poucos metros da entrada do condomínio costuma aparecer no meio da tarde. Eu achei bonito a primeira vez que eu vi, mas confesso que fico com um pouco de medo porque às vezes a gente vai ali pra passear com o cachorro, comentou a moradora Luciane Buscariollo.
Mas o auxiliar administrativo do Vale, Beneval Pereira da Silva, garante que o bicho foge pra dentro da água quando alguém chega perto e ele já apelidou, carinhosamente, o réptil de Jacaré do Vale. Faz uns quatro meses que começamos a perceber a presença dele e sei que tem mais um pois uma vez vi os dois juntos. Avisei todos os moradores sobre a presença dele. Ainda não chamamos os bombeiros pra pegá-lo porque acreditamos que ele não representa nenhum risco.
O sargento-adjunto do Corpo de Bombeiros que atua na Central de Atendimento (Cobom), Rogério Dutra de Oliveira, alerta que o ideal é que o animal fosse retirado daquela área e levado para um habitat como o Parque Arthur Thomas, por exemplo.


