Reprovados não confiam na avaliação
PUBLICAÇÃO
domingo, 16 de novembro de 1997
Curitiba 
Alguns dizem que fazem viagens intergalácticas ou confessam que abandonaram o hospital psiquiátrico antes de concluir o tratamento. Outros assumem que costumam se irritar e agredir as pessoas em determinadas situações. Os testes psicotécnicos apontam os desvios de comportamento, mas são as conversas individuais que revelam os problemas dos candidatos, diz a coordenadora dos exames psicológicos do Detran/PR, Adriane Machado.
O estudante Waldio dos Anjos, 23 anos, diz que foi reprovado porque tremeu na hora do teste. Como a maioria dos reprovados, ele defende o fim dos exames. O que define um bom motorista é o seu conhecimento das leis, e não seu comportamento, afirma. Ele reconhece que ficaria com o sangue quente em um acidente.
O vendedor Bráulio do Sacramento, reprovado duas vezes, também discorda da maneira como os testes são feitos. Aqueles risquinhos e desenhos não dizem nada sobre a personalidade.


