Alguns dizem que fazem viagens intergalácticas ou confessam que abandonaram o hospital psiquiátrico antes de concluir o tratamento. Outros assumem que costumam se irritar e agredir as pessoas em determinadas situações. ‘‘Os testes psicotécnicos apontam os desvios de comportamento, mas são as conversas individuais que revelam os problemas dos candidatos’’, diz a coordenadora dos exames psicológicos do Detran/PR, Adriane Machado.
O estudante Waldio dos Anjos, 23 anos, diz que foi reprovado porque ‘‘tremeu’’ na hora do teste. Como a maioria dos reprovados, ele defende o fim dos exames. ‘‘O que define um bom motorista é o seu conhecimento das leis, e não seu comportamento’’, afirma. Ele reconhece que ficaria ‘‘com o sangue quente’’ em um acidente.
O vendedor Bráulio do Sacramento, reprovado duas vezes, também discorda da maneira como os testes são feitos. ‘‘Aqueles risquinhos e desenhos não dizem nada sobre a personalidade’’.

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