Todos os candidatos a diretores das escolas estaduais do Paraná que reprovaram no teste seletivo aplicado no final de agosto, ainda podem recorrer da decisão, mesmo com o prazo de inscrição encerrado. O alerta foi feito ontem pelo advogado Wilson Quinteiro, de Maringá, que diz ter conseguido liminar para mais de 60 candidatos reprovados. Com a liminar nas mãos, os professores e diretores que não conseguiram passar nos testes fizeram a inscrição para a próxima fase.
Apesar do prazo de inscrição encerrado no último sábado, Quinteiro entende que os professores que conseguirem liminar terão a garantia de participar da próxima fase. ''O correto seria a Secretaria de Educação baixar norma anulando a exigência do teste'', afirma o advogado. Ele alega que se baseou em várias falhas no processo seletivo. Entre eles, a orientação de que os testes não exigiam preparo e a mudança de avaliação após as provas aplicadas.
Quinteiro diz que mesmo com a secretaria alegando que os candidatos não precisariam estudar, os testes foram considerados difíceis. ''Mais grave foi a mudança no peso das questões, que deixou candidatos que acertaram mais questões de fora'', desabafa. Ele garante que a Justiça está reconhecendo ''vícios'' no processo seletivo, e ao desconsiderar as provas, permite que o candidato confirme a inscrição mesmo encerrado o prazo determinado pelo governo.
Na opinião de Quinteiro, a reprovação de professores e diretores capacitados é um ''dano moral''. ''São profissionais aprovados pelas comunidades onde trabalham submetidos a constrangimento'', diz. ''Além disso a forma como o Estado realiza a eleição foge do sistema eleitoral do País'', lembra.
O diretor do Paraná Educação, Cláudio Bonafati, de Curitiba, contesta as informações de Quinteiro, alegando que apenas 15 candidatos reprovados conseguiram liminar. ''Vários juízes não concederam a liminar, o que deixa claro que não existe uma decisão de que o processo está irregular'', diz. Bonfati lembra ainda que apesar das liminares, não existe uma posição final da Justiça. ''Caso as liminares sejam cassadas, os candidatos serão excluídos, em qualquer fase do processo da eleição'', alerta.

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