Representatividade política desigual
Na Assembleia Legislativa, a representativa do Interior é de 60% do total de deputados. Um bom índice, avalia o sociólogo Ricardo Costa de Oliveira, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Ele ressalta, porém, que regiões como Oeste e Sudoeste têm hoje representação mais ativa, enquanto outras, como o Norte, enfrentam falta de lideranças.
''Londrina sempre foi conhecida por eleger candidatos da esquerda. Nas últimas eleições, porém, deu mostras de mudança na sua orientação política, com sinais mais conservadores, que dispersaram os votos e dificultaram a estruturação de uma grande base política'', observa Oliveira. Segundo ele, outras regiões que já tiveram maior representatividade são os Campos Gerais e o Litoral.
Por outro lado, o sociólogo lembra que municípios como Maringá (Noroeste), Guarapuava (Centro-sul), Cascavel (Oeste), Campo Mourão (Centro-ocidental) e Cianorte (Noroeste) passaram a destacar famílias de ''políticos profissionais'', com vários membros no poder. ''É o chamado familismo, que formam verdadeiras oligarquias. Antes, este fenômeno era mais comum na Capital'', observa Oliveira.
Atualmente, 33 dos 54 deputados estaduais são do Interior e estão baseados em 21 municípios. Os mais representados são Cascavel (quatro legisladores) Maringá e Ponta Grossa (três deputados cada); e Marechal Cândido Rondon, Planalto, Campo Mourão, Umuarama e Toledo (dois representantes cada um). Londrina, o segundo maior município paranaense e a quarta maior população do Sul do Brasil, elegeu apenas um deputado.
Na Câmara dos Deputados, em Brasília, dos 29 parlamentares paranaenses, 18 têm origem no interior do Estado, e os outros 11 são de Curitiba ou Região Metropolitana. Com pouco mais de representatividade, Londrina tem dois deputados federais. (S.L.)





