Representantes do Limoeiro protestam na Câmara Municipal
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quinta-feira, 27 de outubro de 2005
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
Moradora do Limoeiro há 15 anos, a arquiteta Márcia Audibert, 41, levou ontem à Câmara de Vereadores de Londrina o voto de protesto da comunidade contra a instalação do aterro industrial e sanitário na região. Comunicada das declarações do chefe-regional do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Ney Paulo - para ele, a população está ''desinformada'' -, Márcia foi taxativa: ''Se ele acha que estamos desse modo, é graças à audiência pública que nunca foi marcada para debater o que pensamos disso tudo''.
Márcia levou aos parlamentares uma lista com as desvantagens que seriam ocasionadas aos moradores caso o aterro seja mesmo instalado no local pretendido. Na ocasião, o plenário ainda assistiu em um telão a imagens da área e teve acesso a uma lista de considerações elaborada pela Associação de Moradores do Limoeiro.
''Precisamos ser informados das consequências ambientais de uma obra como essa, e queremos um estudo para áreas em que não haja impacto. Do jeito que estão propondo é que não pode ser'', afirmou a arquiteta.
Também presente à Câmara, a promotora do Meio Ambiente de Ibiporã (14 km a leste de Londrina), Révia de Luna, contrária à instalação do aterro, lembrou que o processo de proibição da medida ainda está em fase de julgamento na Justiça Cível - o último passo foi o recurso ganho no Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná pelo IAP e pela empresa Momento Engenharia Ambiental Ltda, de Blumenau (SC), ante a ação civil ingressada pelo Ministério Público (MP) em 2004. ''Já pedimos para que isso seja julgado em breve, pois, para o MP, é completamente inviável o aterro naquela região'', destacou a promotora, citando riscos levantados em um estudo encomendado pela promotoria. ''Ali há desde perfuração de poços até desenvolvimento de turismo, para se ter uma idéia'', comentou Révia.


