Representantes criticam autonomia
Entidades representativas dos professores, estudantes e funcionários da Universidade Estadual de Londrina (UEL), além de outras entidades sociais, rejeitam a proposta de autonomia universitária feita pelo governo do Estado. O assunto foi discutido ontem, em reunião realizada no auditório do Sindicato dos Professores de Londrina (Sindiprol).
Professores, estudantes e funcionários da UEL decidiram pedir uma audiência com o reitor da Universidade de Londrina, Jackson Proença Testa, que também é o presidente da Associação Paranaense das Institutições de Ensino Superior Público (Apiesp). Eles vão pedir que a entidade também rejeite a proposta do governo e abra um amplo debate com a comunidade universitária para definir o modelo da autonomia.
O assunto volta a ser discutido amanhã, em uma reunião do Comitê de Defesa do Ensino Público, a ser realizada em Maringá.
O governo do Estado propõe, por decreto, a autonomia universitária através de um contrato de gestão que determina o corte de 10% no orçamento das instituições de ensino superior (5 universidades e 11 faculdades isoladas).
Esta proposta do governo engessa a autonomia universitária e representa o início do processo de privatização do ensino superior em nosso Estado, disse César Caggiano, presidente do Sindiprol.
O sindicalista cita o exemplo do Hospital Universitário de Londrina (HU), que está discutindo a viabilidade de captar recursos através da realização de serviços com empresas conveniadas (ver matéria nesta página).Paulo WolfgangDiscussãoSindicatos querem discutir modelo de autonomia proposta pelo governoÁureo Nogueira





