A presidente da Associação de Mototaxistas Faixa Azul do Norte do Paraná, Edmara Adolfo de Oliveira, 30 anos, fez uma denúncia ontem à tarde, no 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM), com sede em Londrina. Edmara afirmou que está sendo ameaçada de morte há uma semana e suspeita que elas partam de mototaxistas que estão em situação irregular.
''Eu recebo telefonemas, geralmente à noite, e a pessoa diz coisas horríveis e me ameaça'', relatou Edmara. A voz ao telefone, segundo ela, é sempre de um homem. A presidente contou que no dia 27 do mês passado se reuniu com representantes da Companhia de Trânsito e Urbanização de Londrina (CMTU) e da PM. O objetivo foi pedir que se iniciasse uma fiscalização contra mototaxistas irregulares. ''Desde aquele dia estou recebendo ameaças'', afirmou.
Edmara disse que, mesmo diante das ameaças, não quer que a polícia pare com as fiscalizações. ''O trabalho dos policiais está muito bom e eles não devem parar.'' Segundo ela, em uma semana a PM apreendeu 16 motos em situação irregular. Existe hoje em Londrina 670 mototaxistas regularizados e aproximadamente 90 em situação irregular. ''Não vou me intimidar diante dessas ameaças'', adiantou.
O diretor de trânsito da CMTU, Álvaro Grotti Junior, disse que a fiscalização vem sendo feita desde a implantação do decreto regulamentando o serviço de mototáxi, em 2001. ''Nesta última semana reforçamos a blitz'', contou. Segundo Grotti, as maiores irregularidades que causaram a apreensão dos veículos foi a falta de licenciamento das motos para esse serviço e mototaxistas sem documentação pessoal regularizada, como o curso obrigatório da PM e carteira emitida pela CMTU.
O diretor explicou que os mototaxistas têm que trabalhar junto às centrais de moto. ''Aqui em Londrina existem 60 centrais e mesmo lá existem motoristas com a situação irregular''. Ele lamenta a situação, principalmente pela falta de qualidade dos serviços prestados pelos mototaxistas irregulares.
''Se o motorista não está regularizado os passageiros não têm como identificá-lo e assim fazer suas reclamações'', afirmou Grotti. A presidente da associação disse que recebe várias denúncias de passageiros que usam esse serviço irregular. Segundo ela, a maioria reclama do valor da corrida mais caro.
No 5º Batalhão da PM, a assessoria do comando informou que ainda não pode adiantar o que será feito no caso da denúncia de Edmara.

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