Reposição das aulas é incerta
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domingo, 18 de junho de 2000
Michele Muller De Curitiba 
Os cerca de 1,6 milhão de alunos da rede estadual retornam às salas de aula hoje sem saber quando e de que forma vão repor os 26 dias em que os professores estiveram em greve. O presidente da APP-Sindicato, Romeu Gomes de Miranda, garante que os estudantes não ficarão sem as férias de julho.
Segundo ele, cada escola vai definir como será feita a reposição. Muitas nem devem precisar alterar os horários e a quantidade de aulas previstas até o final do ano. Os colégios devem ter, por lei, 200 dias letivos. Só que alguns têm até 220. Se a Secretaria da Educação quiser prejudicar as férias escolares haverá outra guerra, ameaçou Miranda.
Desde o dia 23 de maio, as 2.160 escolas estaduais do Paraná estavam com as aulas suspensas por causa da greve. Anteontem, durante uma assembléia no Colégio Estadual, os cerca de 4 mil grevistas presentes votaram a favor do fim da paralisação. Miranda afirma que a greve será retomada em setembro, caso o governo não negocie com os professores o reajuste salarial de 41,14%. A categoria conquistou alguns benefícios, como vale-transporte e aumento no valor do vale-alimentação.
UEL Professores e funcionários da Universidade Estadual de Londrina (UEL) se reúnem hoje em assembléia às 15 horas no Centro de Educação Física (CEF). Marcada para acontecer na quarta-feira, a assembléia foi antecipada. Muitas coisas aconteceram de sexta-feira para cá e a categoria precisa estar bem informada, diz o professor Kennedy Piau, do comando de greve. Piau admite que o fim da greve poderá ser levado a votação.


