Segundo a secretária municipal de Educação, Laura Lemos Gomes do Amaral, a intenção é que o prédio possa receber parcialmente os alunos a partir da
próxima segunda-feira. ''Pretendemos manter os alunos da 4 série mais uns dias nas outras escolas, até que as últimas salas fiquem prontas, e reiniciar as aulas das demais séries.'' Na última terça-feira, quando a reportagem da FOLHA visitou a escola, uma das salas estava descoberta para a reforma e outras ainda receberiam o conserto.
A secretária afirmou também que a decisão por reformar a escola agora, em pleno período de aulas, foi tomada por ''excesso de zelo'' da administração municipal, pois laudo emitido pelo Corpo de Bombeiros não apontou risco iminente. De acordo com a assessoria de imprensa do Legislativo, o laudo assinado pelo tenente Rodrigo Schoemberger apontou curvatura na cobertura, flexão do madeiramento de sustentação do telhado, deslocamento lateral dos espelhos dos beirais, desalinhamento das telhas e rachaduras no madeiramento das tesouras.
A intenção inicial, comentou Laura, era reformar a escola só em dezembro, mas as obras teriam sido antecipadas diante da possibilidade de temporais que pudessem provocar estragos maiores. As aulas perdidas, segundo a secretária, serão repostas aos sábados e feriados, e os alunos terão que voltar à escola até dois dias depois do Natal. ''Pelo calendário oficial as aulas terminariam no dia 21 de dezembro. Na Ismênia elas irão até o dia 27'', explicou.
Dona Antonia Ferreira da Costa, que cuida de um neto de oito anos matriculado na Escola Municipal Ismênia de Lima Peixoto, disse que ficou ''triste'' quando soube que as aulas seriam interrompidas. ''Ele teve que voltar para o sítio, onde mora a mãe, e está lá esperando.'' Também na expectativa da volta está a filha de sete anos da trabalhadora rural Valdirene Marcelino. ''É duro porque agora que ela estava começando a aprender já fica sem aula. Ela não vê a hora de voltar a estudar.''(S. L.)

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