Sid Sauer
De Campo Mourão
O repórter Félix Souza, da The World TV a Cabo de Campo Mourão, está acusando a Viapar (concessionária do lote 2 do Anel de Integração) de ter se recusado a guinchar o carro dele, que estragou no trecho entre Maringá e Floresta. O caso aconteceu no dia 1º de agosto (um domingo), por volta das 17h30, mas só agora ele resolveu denunciar. ‘‘Tinha denunciado antes no canal da TV a cabo, mas isso precisa ir ao conhecimento de todo o Estado’’, alegou.
Souza conta que o carro dele — um Santana — estragou por volta das 16 horas, quando ele retornava de Londrina para Campo Mourão, mas que somente cerca de uma hora e meia depois é que uma viatura da Viapar apareceu no local. ‘‘O funcionário disse que eles não estavam mais realizando o serviço de guincho e que era para mim procurar um guincho de outra empresa’’, disse. Segundo ele, a mesma viatura voltou a passar pelo local depois das 19 horas.
O repórter teve que pagar R$ 120,00 para um guincho de Campo Mourão. Souza tem a nota que pagou pelo serviço do guincho e preparou fotocópias dos recibos das cinco vezes em que teve que pagar pedágio no trecho entre Campo Mourão e Londrina (ida e volta). ‘‘Só não paguei uma sexta vez porque já estava guinchado’’, disse. Ele gastou R$ 6,00 de pedágio. Souza pretende levar a denúncia ao Procon.
O advogado Luís Gonzaga de Oliveira Aguiar, de Campo Mourão, conta que um cliente dele passou por situação semelhante há cerca de 20 dias. Ele viajava com a família quando o veículo estragou, próximo a Juranda (78 km a sudoeste de Campo Mourão). O motorista ainda conseguiu levar o carro até um posto de gasolina, de onde comunicou a Viapar. A concessionária, no entanto, se negou a prestar o serviço alegando que o carro não estava na rodovia.
O dono de um guincho de Campo Mourão, que pediu para não ser identificado, disse à Folha que o serviço dele aumentou nos últimos dias nos trechos de rodovias atendidas pela Viapar. ‘‘Não sei se a Viapar parou de atender, mas o meu serviço aumentou’’, frisou. Segundo eles, os motoristas preferem pagar um guincho da cidade do que usar o da Viapar, que só leva o veículo estragado até o posto de combustível mais próximo.
O assessor de imprensa da Viapar em Maringá, Rogério Recco, disse ontem à Folha, por telefone, que o serviço de guincho vem sendo realizado normalmente pela concessionária, 24 horas por dia. ‘‘Nada foi alterado’’, garantiu. Segundo ele, a Viapar teve problemas apenas durante o período da greve dos caminhoneiros, devido às barreiras realizadas pelos motoristas. O movimento dos caminhoneiros começou dia 26 de julho e durou uma semana. Recco disse que no dia 1º de agosto o guincho estava em manutenção.

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