Reportagens da Folha motivaram a discussão
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 18 de setembro de 2000
De Curitiba 
A investigação feita pela Câmara sobre o sistema funerário de Curitiba foi motivada por uma série de reportagens publicadas pela Folha a partir do último dia 21 de junho. O jornal revelou com exclusividade que as 21 empresas que atuam na cidade e a prefeitura, gerenciadora do sistema, estavam sob investigação policial, na Delegacia de Crimes contra a Administração Pública.
As empresas são acusadas de formação de cartel, formação de quadrilha e desrespeito ao Código de Defesa do Consumidor. A Folha comprovou que as 21 funerárias pertencem, na verdade, a cinco grupos familiares e funcionam em pool, com vários estabelecimentos no mesmo endereço. A prefeitura é acusada de improbidade administrativa, por permitir a atuação das empresas sem licitação.
O Serviço Funerário Municipal (SFM) foi criado por decreto, em 1987, na gestão do ex-prefeito Roberto Requião (PMDB). O SFM implantou um rodízio entre as funerárias e tabelou o preço dos serviços. Hoje, essas práticas estão sendo apontadas como cartelização. Diretores das 21 empresas e o ex-diretor do SFM Paulo Polati já foram indiciados no inquérito policial.


