Medidas de curto, médio e longo prazos estão sendo programadas para um replanejamento da arborização em Maringá, segundo informou o secretário de Meio Ambiente e Agricultura do município, José Croce Filho. A cidade que conta com aproximadamente 110 mil árvores foi alvo de uma dissertação de mestrado, que apontou as condições das árvores do município. O estudo foi entregue à prefeitura no início do mês.
''Após essa análise começamos a pensar em alguns programas para solucionar os problemas que foram detectados'', disse Croce. Segundo ele, o censo revelou que algumas espécies, cerca de 32 mil, estão em condições ''sofríveis'', mas nem todas estão condenadas. ''Com o estudo em mãos vamos dirigir nosso sistema de fiscalização para avaliação das situações das árvores e, a partir disso, analisar se é caso de erradicação ou substituição'', assegurou o secretário. O estudo foi realizado pelo engenheiro florestal André César Furlaneto Sampaio.
Outra medida será um replanejamento de espécies que aparecem com mais frequência. ''Isso será necessário para equilibrar a área verde da cidade. As espécies em maior número serão substituídas'', frisou Croce. Conforme ele, a prefeitura pensa até em criar um instituto para gerenciar a área verde da cidade. ''O instituto vai ser importante pois agregará toda a sociedade que poderá participar das discussões do problema'', finalizou Croce.
O município possui três áreas ecológicas localizadas no perímetro urbano: o Horto Florestal Dr. Luiz Teixeira Mendes, o Bosque Tupinambá ou Bosque II e o Parque do Ingá, um dos pontos turísticos mais conhecidos e símbolo da cidade, juntamente com a Catedral. A cidade conta ainda com Jardim Japonês - uma homenagem ao imigrante estrangeiro de maior número populacional. A cidade possui mais 14 bosques, totalizando 17 áreas que somam mais de 100 alqueires de matas. Os bosques e as milhares de árvores proporcionam 25 metros quadrados de área verde por habitante. (E.Z.)

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