Repercussão do caso resultou em 'choque violento' para empresas
Repercussão do caso resultou em choque violento para empresas
O presidente da Confederação das Cooperativas Centrais Agropecuárias do Paraná Ltda (Confepar), Osmar Buzinhani, disse que a tentativa de extorsão sofrida pelas duas cooperativas foi um choque violento, que resultou em problemas gravíssimos para a Cativa e a Central Norte. Segundo ele, a notícia de que laudos do Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo, comprovariam contaminação do leite tipo C das cooperativas (Cativa e Marcial) fez com que as duas enfrentassem muitos prejuízos. Tivemos queda nas vendas, sofremos desmoralização e fomos colocados sob suspeita.
Segundo Buzinhani, a produção da Cativa no ano passado, nesta época, era de 115 mil litros diários. Hoje, a produção não passa de 75 mil. Ele não atribui a queda somente ao caso, mas confirmou que as suspeitas de contaminação contribuíram. A Cativa foi fundada em 1964 e conta atualmente com cerca de 750 cooperados.
Na opinião de Buzinhani, a situação mais grave é da Central Norte. A Cativa tem uma tradição de mais de 30 anos. Ela balançou, mas se manteve. Mas para a marca Marcial, da Central Norte, foi uma calamidade, ressaltou. Ele disse que a cooperativa sofreu muito com a queda nas vendas - hoje comercializa 6 mil litros diários de leite. Até o ano passado vendia 27 mil litros/dia. Por causa disso, a Central Norte, que conta com 1.500 produtores associados, teve que ser incorporada pela Confepar.
O presidente da Confepar observou que desde que o caso se tornou público, o leite das duas cooperativas tem sido monitorado constantemente pelo Ministério da Agricultura, Vigilância Sanitária e laboratórios particulares. Laudos semanais, segundo ele, mostram que desde aquela época, não apareceu nenhuma amostra contaminada.
Nos próximos dias, deve ser marcada uma reunião com todas as pessoas das cooperativas envolvidas no caso. Tomaremos uma decisão conjunta se vamos recorrer à Justiça, ressaltou. Ele não quis adiantar detalhes e disse que está esperando os desdobramentos do caso na Justiça e na Câmara de Vereadores de Londrina. Confio na Justiça e nos vereadores, afirmou. (L.O)





