O crescimento do número de casos de pacientes infectados pela dengue tem exigido mudanças nos hábitos de vida e de comportamento de cada vez mais pessoas. Além das medidas já conhecidas de manter caixas d'água tampadas e pratinhos de plantas secos, a utilização de repelentes tem se mostrado eficaz para manter o mosquito Aedes aegupti longe, desde que o produto seja aplicado da maneira correta. Isso é o que recomenda o dermatologista Andrei Nonino, de Londrina.
Segundo o médico, atualmente é possível encontrar variadas opções de repelentes químicos, em creme, gel, loção e aerosol. Apesar dos diferentes tipos, o dermatologista explica que estes repelentes apresentam praticamente os mesmos resultados.''A composição deles é o que vai determinar sua eficácia. A maior parte dos que encontramos no mercado são aqueles à base de Dietil Toluamida (DEET), que, devido ao seu odor, acaba repelindo o mosquito'', diz.
Segundo Nonino, o repelente pode trazer efeitos colaterais quando não aplicado da maneira correta, por isso a importância de seguir algumas recomendações. A primeira orientação é verificar se o repelente possui apenas 10% de DEET em sua composição, pois grande quantidade do produto pode causar intoxicação.
Outra dica do médico é aplicá-lo em locais expostos da pele, nunca em regiões que ficam escondidas pelas roupas, para melhor absorção. ''No entanto, ele não deve ser aplicado em áreas onde haja lesões ou em áreas de mucosas, como nos olhos, na boca, nas narinas'', acrescenta.
O dermatologista esclarece também que o produto não deve ser utilizado em crianças menores de dois anos.''Os pais devem recorrer à utilização de telas nas janelas, de mosqueteiro, além do uso dos repelentes naturais, como aqueles à base de citronela'', explica. ''Em crianças maiores, o produto não deve ser aplicado pela própria criançao, pois ela pode fazer de maneira incorreta.''
Nonino complementa que não há nenhuma contraindicação em utilizar o protetor solar e o repelente. ''Geralmente, a gente recomenda que o paciente utilize o repelente, espere ele secar na pele e só depois passe o protetor solar'', explica.
Para o dermatologista, os idosos devem optar por repelentes em creme, pois os em spray ou gel resseca ainda a pele.
O efeito do repelente dura cerca de duas horas. No entanto, Nonino alerta que o produto pode ser aplicado somente três vezes ao dia.
Ele finaliza que, ao aplicar o repelente, a pessoa deve estar em um local aberto para que ela não inale o produto em grande quantidade. ''Se a pessoa inalar grande quantidade de repelente ou mesmo ingeri-lo, pode ter em efeito neurotóxico. Isso pode desencadear uma queda de pressão, crises convulsivas ou efeitos até mais graves.''

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