As 115 entidades assistencias de Londrina que aguardam repasse de verbas do Município para continuar funcionando, não vão receber os recursos nessa segunda-feira conforme acordo firmado entre o Fórum Permanente das Entidades Assistenciais de Londrina e a prefeitura. Algumas já ameaçam paralisar as atividades porque os funcionários se recusam a continuar trabalhando.
Ontem, representantes do Conselho Municipal de Assistência Social estiveram reunidos com o secretário municipal de Fazenda, Francisco Simões, para cobrar o cumprimento do acordo que prevê o repasse de 50% dos recursos de julho, um total de R$ 202 mil. Os outros 50% já foram pagos.
Simões alegou que o repasse depende da arrecadação do IPTU que se encerrou na sexta-feira (leia nesta página). ‘‘Não posso prometer nada, mas é provável que até o final da semana que vem possamos repassar parte desses 50% para as entidades’’, afirmou.
Ontem, o orçamento da prefeitura sofreu um desfalque inesperado de R$ 500 mil que foram pagos à empresa Vega Engenharia Ambiental, responsável pela coleta de lixo da cidade. Segundo Simões, esse pagamento desestruturou as contas da prefeitura para este mês e dificultou o repasse dos recursos às entidades. Sem o pagamento, a Vega ameaçava suspender o serviço (leia nesta página). ‘‘A prefeitura deve cerca de R$ 6 milhões para a Vega. A empresa chegou aqui ontem exigindo R$ 1 milhão, mas conseguimos negociar e pagamos R$ 500 mil.’’
A presidente do Fórum, Itamar Kedma Helene Alves, disse que muitas pessoas que são assistidas pelas entidades de assistência correm o risco de não serem atendidas se a prefeitura não repassar a verba.
‘‘Nós não queremos fechar nenhuma entidade porque sabemos que muita gente, principalmente os carentes, dependem delas. Mas está difícil conter os funcionários que não querem mais trabalhar pela metade do salário’’, disse. Entre as entidades que dependem da verba, estão asilos, abrigos, albergues, creches e casas de apoio.

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