Repasse de verba esbarra na burocracia
Desde o início do ano, representantes dos coletores de material reciclável e da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) discutem formas de viabilizar um auxílio do poder público aos trabalhadores. O dinheiro, de acordo com o diretor de Operações do órgão, Paulo Bombassaro, já está garantido. A dificuldade, alega, é viabilizar uma forma legal de repassar a verba para as organizações não-governamentais.
A presidente da Cepeve, Sandra Araújo Barroso Silva, afirma que está aguardando uma proposta da Companhia para o repasse. A verba de R$ 90 mil, segundo Bombassaro, só não foi entregue às ONGs devido ''à informalidade do sistema.'' ''Estamos estudando qual é o caminho legal para resolver essa situação. Isso demonstra que quanto mais protelarem a organização em associação ou cooperativa, mais protelam possíveis ajudas do poder público'', afirma Bombassaro.
O diretor acrescentou que a companhia investe em campanhas de conscientização sobre a importância do sistema e defende o posicionamento das ONGs, que ameaçam não coletar dos prédios que selecionarem o material. Com relação aos roubos do lixo das bandeiras, Bombassaro entende que o problema é de segurança pública e as vítimas devem registrar queixa na polícia.
A construção de 20 barracões para as ONGs também não tem prazo para ser concluída. O investimento é de R$ 800 mil, com contrapartida dos cofres municipais. O pagamento à empresa responsável pela obra, porém, está na Controladoria do Município para auditoria do que foi pago e do que foi executado até agora.(F.R.F.)





