Repar estuda tecnologia para evitar vazamentos
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quarta-feira, 20 de setembro de 2000
Michele Muller De Curitiba 
A pedido da Petrobras, o Grupo Sentinela, do Paraná, está pesquisando novas tecnologias para serem utilizadas na detecção de vazamentos de óleo. A empresa já realizou diversos testes com máquinas existentes e planeja desenvolver equipamentos mais modernos para serem utilizados exclusivamentoe pela Petrobras. Segundo o presidente do grupo, Jefferson Simões, os testes estão sendo feitos todos na Refinaria Presidente Getúlio Vargas, em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba.
Ele disse que ainda não foi fechado um contrado entre a Sentinela e a Petrobras e que as pesquisas foram solicidadas à empresa seis meses antes do acidente do vazamento no Rio Iguaçu, em 16 de julho. As pesquisas levam muito tempo, pois esse tipo de equipamento é complicado e o Brasil ainda não tem essa tecnologia.
O objetivo da empresa é oferecer aparelhos que não dispensem a mão-de-obra, mas cumpram uma função que os funcionários não poderiam cumprir. A principal seria o acionamento de um tipo de alarme quando for detectado uma ruptura em algum equipamento. Simões informou que todos os investimentos nas pesquisas estão sendo pagos pela Sentinela.
O vazamento de 4 milhões de litros de óleo, na Repar, ainda mobiliza 408 pessoas. A maioria está trabalhando na retirada de petróleo da área da refinaria. Na limpeza da margem do rio só trabalham quatro pessoas, segundo informações da assessoria de imprensa da Repar. O engenheiro agrônomo José Paulo Loureiro, da Associação de Defesa do Meio Ambiente de Araucária (Amar), disse que as consequências do acidente ainda são preocupantes. Não se pode dizer que o rio está limpo.
A situação só estará seguramente normalizada depois que a refinaria e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) concluírem o último laudo sobre o acidente. O monitoramento de itens como o solo, a fauna e a flora, de acordo com informaçoes do IAP, levará cinco anos para ser finalizado.


