O gerente geral da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), Rubens Novicki, disse ontem que não há ‘‘nexo nenhum entre o dano causado’’ pelo vazamento de 4 milhões de litros de óleo cru da unidade, em julho do ano passado, e a indenização de R$ 2,33 bilhões pedida pelo Ministério Público Federal e Estadual. ‘‘É uma indenização sem precedentes e sem qualquer parâmetro de comparação no mundo’’, afirmou Novicki.
Segundo ele, a Petrobras já aplicou R$ 79 milhões na recuperação dos danos ambientais provocados pelo acidente e vai destinar outros R$ 19 milhões para que o Paraná invista em programas de despoluição da bacia do Rio Iguaçu.
‘‘Não há mais impacto visível do óleo e laudos comprovam que não temos indicativo de contaminação da água em índices superiores àqueles verificados antes do acidente’’, disse Novicki.
Até ontem, a Repar não havia sido notificada pela Justiça Federal. Por isso, Novicki evitou fazer comentários sobre as conclusões do laudo de peritos contratados pelo MP para avaliar as causas do vazamento. Essa perícia foi a principal base do pedido de indenização bilionária.

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