A direção da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, Região Metropolitana de Curitiba, recorreu ontem ao Ibama, em Brasília, para contestar a multa de R$ 168 milhões pelo vazamento de 4 milhões de óleo cru no dia 16 de julho passado. É a segunda apelação da Repar no caso. A primeira foi rejeitada pela representação estadual do instituto. Se sofrer nova derrota, a estatal tem direito de recorrer ainda ao Ministério do Meio-Ambiente, Conselho Nacional do Meio-Ambiente (Conama) e à Justiça Federal.
O argumento da Petrobras é de que ao pagar a multa de R$ 50 milhões ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP), a Repar estaria desobrigada a quitar a notificação do Ibama. O representante estadual do órgão, Luiz Nunes de Melo, cita que a Lei de Crimes Ambientais prevê valores maiores para empresas que forem reincidentes num período de três anos. Em janeiro deste ano, cerca de 1,3 milhão de petróleo escapou para a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. ‘‘Nós insistimos em duas multas. Mantemos nossa posição com firmeza’’, afirma Melo.
Mais de dois meses do derramento dos 4 milhões de óleo cru, a Petrobras ainda está recolhendo o combustível, que se encontra no solo da Repar. A empresa está usando o processo de biorremediação, que consiste na transformação do petróleo, por fungos e bactérias, em água e gases. O vazamento aconteceu no dia 16 de julho, quando foram contaminados os rios Barigui e Iguaçu. Do produto vazado, metade ficou dentro da refinaria. (Colaborou Israel Reinstein)

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