Depois de quase um ano e meio de reorganização interna, o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar), entrou em setembro com uma boa notícia para os pacientes de Londrina e outros 19 municípios da região. Desde o dia 1º, a média de consultas mensais ofertadas passou a ser de 23.500, número 18% maior, cerca de quatro mil consultas a mais.
Segundo Marlene Zucoli, diretora executiva do Cismepar, as mudanças de reestruturação começaram em abril de 2003. A ampliação das 3.500 consultas não tem relação com contratação ou alteração no quadro de funcionários, com exceção de um caso. Exames como a espirometria, que verifica a capacidade dos pulmões, tinham fila de espera de dois anos. ''Agora a meta é que os exames vão ser feitos em até 30 dias'', garante Marlene, que avisa que não há nenhum paciente esperando pelo exame.
''Com a ampliação dos exames de endoscopia e videoendoscopia, em menos de três meses já não teremos mais filas para a área de gastro'', explica a diretora executiva. ''Setenta por cento da nossa capacidade vai ser para as filas antigas e 30% para as novas consultas'', completa. Entre os novos serviços, exames e consultas ligados à área de pneumologia também entram na ampliação, mas com a contratação de um médico.
Com uma circulação diária média de 1.500 pacientes, o Cismepar trabalha em parceria com a Prefeitura de Londrina. ''O município verifica onde estão os problemas e o Cismepar otimiza o atendimento'', afirma Marlene. Ontem, num dia atípico por causa da véspera de feriado, o movimento foi pequeno. ''Os médicos que quiseram folgar anteciparam as consultas'', lembra.
Apesar de preocupada com o pequeno Bruno, 1 ano, a trabalhadora rural Maria Aparecida Pereira Moreira parecia satisfeita. Ontem, logo depois de serem atendidos por um pneumologista infantil, mãe e filho tinham guias de exames para serem feitos em menos de uma semana. ''Esperei só 12 dias na fila para a consulta. Achei super-rápido porque com a minha filha tive que esperar até seis meses'', conta Maria Aparecida.
A agilidade maior no atendimento de pacientes como o bebê de Maria Aparecida, se dá, de acordo com Marlene Zucoli, principalmente com a implantação de uma auditoria. ''Os exames pedidos são analisados por um auditor. O médico acha que pedindo o exame mais complexo vai ganhar tempo, mas acontece o contrário porque muitas vezes aumenta a fila'', explica.

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