Renovada, Esquadrilha da Fumaça encanta o público na ExpoLondrina
Após sete anos e encantou o público presente na 59ª ExpoLondrina
PUBLICAÇÃO
sábado, 13 de abril de 2019
Após sete anos e encantou o público presente na 59ª ExpoLondrina
Larissa Ayumi Sato e Vitor Struck - Grupo Folha 

EDA (Esquadrão de Demonstração Aérea), mais conhecida como “Esquadrilha da Fumaça”, voltou a se apresentar em Londrina na tarde deste sábado (13) após sete anos e encantou o público presente na 59ª ExpoLondrina (Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina).
A última vez que o Esquadrão esteve em Londrina foi em 2012, ainda com o modelo de avião T-27 Tucano, um pouco antes da sua desativação e transição para o atual A-29 Super Tucano, a grande novidade desta apresentação.
De acordo com o major aviador Juliano Nunes, piloto da Esquadrilha da Fumaça, o Super Tucano é uma aeronave de tecnologia nacional que foi projetada para, entre outras coisas, o ataque. “A adaptação dela para as apresentações da Esquadrilha da Fumaça foi fruto de uma série de estudos prévios e testes de segurança. Em 2015, depois de aproximadamente dois anos e meio desses estudos, fizemos nossa estreia com o A-29 diante do público. O Super Tucano se adaptou muito bem à nossa missão e em Londrina faremos a nossa 174ª apresentação com este modelo”, explica.
A exibição contou com aproximadamente 50 manobras diferentes, cuja sequência é seguida à risca e definida previamente em treinamento realizado na sede da EDA. O show durou cerca de 40 minutos.
A equipe chegou a Londrina por volta das 10h30. Logo na sequência, a equipe de mecânicos, conhecida como Anjos da Guarda, realizou a preparação dos aviões para a demonstração. São utilizadas sete aeronaves na apresentação, e uma reserva. Além delas, também há um avião maior de apoio, o C-95 Bandeirante. O apoio transporta o pessoal de solo, equipamentos sobressalentes e ferramentas.

No entanto, cerca de cinco minutos após o início da apresentação, uma égua que estava na pista central se assustou com o barulho dos motores e disparou em direção a um grupo de espectadores. Inicialmente três crianças se feriram levemente e foram retiradas de ambulância. Entretanto, segundo apurou a reportagem, oito pessoas incluindo o responsável pela égua, teriam se ferido.
“Em princípio foram todos leves, algumas contusões na região na perna e braços, o próprio cavaleiro sofreu um pisão e havia a suspeita de fratura na costela", explica o Cabo Ronaldo do Corpo de bombeiros.
Em nota a SRP lamenta o ocorrido e afirma que vai apurar a responsabilidade.
HISTÓRICO
Atualmente sediada na AFA (Academia da Força Aérea), em Pirassununga (SP), a Esquadrilha da Fumaça surgiu da iniciativa de jovens instrutores de voo da antiga Escola de Aeronáutica, sediada no Rio de Janeiro (RJ). Em suas horas de folga, os pilotos treinavam acrobacias em grupo, com o intuito de incentivar os cadetes a confiarem em suas aptidões e na segurança das aeronaves utilizadas na instrução, motivando-os para a pilotagem militar.
Na época, com as aeronaves North American T-6, eram executadas manobras de precisão como "Loopings" e "Tounneaux" com duas aeronaves. Posteriormente, após os comentários em terra, em que discutiam todos os detalhes, os aviadores passaram a voar com três aeronaves e, finalmente, com quatro. A primeira demonstração oficial do grupo ocorreu em 14 de maio de 1952.
Após algumas apresentações, percebeu-se a necessidade de proporcionar ao público uma melhor visualização das manobras executadas. Com isso, em 1953, acrescentou-se aos T-6 um tanque de óleo exclusivo para a produção de fumaça. Foi assim que os cadetes e o público, carinhosamente, batizaram a equipe de "Esquadrilha da Fumaça". A primeira escrita foi a sigla "FAB", nos céus da praia de Copacabana.


