Londrina - Começou na última segunda-feira e segue até o próximo dia 30 de janeiro o prazo para que vendedores ambulantes legalizados façam a renovação do alvará de comércio junto à Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina. Simplificado e válido por um ano, o procedimento consiste no protocolo de um requerimento no órgão e apresentação de um comprovante de residência e do pagamento de uma taxa ao poder público.
O valor é de R$ 116,96 para carrinhos manuais e R$ 194,93 para comerciantes que fazem vendas nas ruas com carrinhos motorizados ou trailers. Quem trabalha com gêneros alimentícios e necessita utilizar botijão de gás precisa apresentar ainda a nota fiscal da compra de extintor de pó químico seco, de 4 kg. A falta deste item pode acarretar multa ao profissional. Também é imprescindível levar cópia de inspeção feita pela Vigilância Sanitária.
Vendedor de mel, doces e queijos, o ambulante José da Sampaio da Silva Santos, de 57 anos, foi em busca da regularização de seu alvará ainda no início da semana. No ramo há 31 anos, ele diz gostar de se adequar aos prazos da prefeitura com antecedência. "É bom para evitar problemas", comentou ele, ao mostrar para a reportagem o boleto já pago para a renovação do documento.
A regularização do alvará também já estava na agenda do vendedor de alho José Furtado, 65, atuante na Rua Sergipe. "Estamos avisados desde o final do ano passado", pontuou. O procedimento, lembrou a comerciante ambulante Conceição Ribas dos Santos, 56, faz parte da rotina dela e dos colegas de profissão. Dona de uma barraca de frutas na Rua Paraná, ela contou ter sustentado cinco filhos com este trabalho após o falecimento do marido. "É importante ir atrás no início para ficar tudo certo. Sempre faço (a renovação) dentro da época", reforçou.
Segundo o coordenador do Espaço Público da CMTU, Wilson Galvão, pelo menos 30% dos 219 vendedores ambulantes de Londrina já procuraram o órgão para fazer o novo alvará. "A adesão é boa. Às vezes, fica um caso ou outro (depois do prazo). Vamos ver e, às vezes, é porque a pessoa desistiu do comércio ambulante e não deu satisfação", comentou. A renovação é válida apenas para comerciantes de rua que atuam com produtos naturais, artesanais ou de alimentação.

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