Renda e região são limitadores
Pesquisa realizada em 2009 pelo Centro de Estudos Sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br) constatou que, entre crianças de 5 a 9 anos, o uso do computador revela-se muito superior ao uso que se faz da internet. A renda explica esse fenômeno parcialmente, entretanto, outra hipótese é que a internet não seja amplamente acessível à faixa etária investigada.
Os resultados revelam que os fatores determinantes para a presença das tecnologias de informação e comunicação nos domicílios com crianças de 5 a 9 anos de idade são a renda familiar, classe social e a região do país. Entre os domicílios onde vive pelo menos uma criança, o computador de mesa aparece em apenas 23%, atingindo 100% das residências da classe A e apenas 4% nas classes D e E.
Na área urbana, são 18% as crianças que indicam usar o computador com frequência, enquanto na área rural o índice é de apenas 9%. A pesquisa levantou que 29% dos entrevistados de 5 a 9 anos declarou já ter utilizado a Internet. Na área rural, esses índices de uso são reduzidos para 18%, ou seja, 82% dos entrevistados nunca acessaram a rede.
Apesar da importância da mídia na formação educacional da criança, as escolas desempenham um papel secundário como local de uso da web: enquanto 27% das crianças declararam ter utilizado a internet nas instituições de ensino, somente 14% citou a escola como o lugar onde mais a utiliza. Até mesmo as lan houses registraram um resultado mais significativo no indicador ''local de acesso à internet mais frequente'', com índice de 17%.
Somente 15% dos domicílios selecionados na amostra possuem acesso à rede. A análise por região do país demonstra forte desigualdade na proporção de domicílios conectados. O Nordeste apresenta o índice mais baixo, equivalente a 5%, enquanto o Sul e o Centro-Oeste figuram em primeiro, com 25% dos lares conectados. O Norte, por sua vez, apresenta um índice de 9%, enquanto no Sudeste este dado equivale a 21%.
®MDBO ®MDNM Ao analisar os lares que possuem computador sem acesso à internet, a principal barreira para a falta de acesso à rede é o custo do serviço, com 55% das menções totais. Nos resultados das áreas rurais, detecta-se que esse não é o principal impedimento para que os domicílios contratem o serviço, mas sim a ''falta de disponibilidade na área'', que registrou 38% do total de respostas. (C.A.)





