O Centro de Vida Independente de Maringá (CVI) vai entrar com ação na Justiça contra a falta do medicamento Eprex, que estimula a produção de sangue e é indicado para pacientes renais crônicos. A 15ª Regional de Saúde de Maringá não recebe o medicamento há cerca de dois meses. De acordo com a diretora geral do Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), Lori Lamb, o Eprex está em falta por atraso no processo de licitação. Segundo ela, algumas regionais de Saúde receberam o medicamento sexta-feira e a de Maringá deve recebê-lo hoje.
Segundo o coordenador do setor de renais crônicos do CVI, Francisco Ribas, não é a primeira vez que falta Eprex nos postos de distribuição de medicamentos do governo. No ano passado, pelo menos três vezes faltou Eprex por mais de um mês por atraso na licitação.
De acordo com Ribas, a Secretaria de Saúde do Paraná resolve o problema programando melhor a aquisição do medicamento. ‘‘Se o problema é sempre o mesmo, por que o governo não faz um planejamento de compra prevendo esta demora?’’, indaga. A maioria dos renais crônicos não tem condições de comprar o Eprex, orçado em torno de R$ 60,00 a ampola, sendo consumidas em média 12 ampolas/mês.
Segundo o médico nefrologista Sérgio Yamada, o Eprex deve ser usado de forma contínua, estimulando a produção de sangue e contribuindo para que os renais crônicos tenham melhor qualidade de vida. Sem o Eprex, ficam vulneráveis à anemia. O aposentado Eronildes Francisco da Silva, 33 anos, faz hemodiálise há três anos e toma o Eprex há mais de dois anos. ‘‘Sem ele sinto muita fraqueza’’, disse.
A diretora do Cemepar, Lori Lamb, disse que em todo Estado 1.950 renais crônicos recebem o medicamento. O atraso no fornecimento do remédio, desta vez, foi em consequência da espera pela definição do orçamento do Estado. O processo de licitação só teve início em 15 de janeiro, atrasando o recebimento do remédio antes do término da remessa passada. O medicamento é importado da Alemanha, mas existem três revendedoras no Brasil.Marcos NegriniRenais crônicos estão sem o Eprex há quase dois meses em MaringáLucinéia Parra

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