Foz do Iguaçu - A remoção dos presos do Departamento da Polícia Federal de Foz do Iguaçu para a Cadeia Pública de Três Lagoas agravou a superlotação do ‘‘Cadeião’’. Desde o fim da transferência, em dezembro, os presos da Justiça Comum estão dividindo espaço com detentos antes encaminhados à delegacia, que foi desativada por falta de infra-estrutura.
Na época, 76 presos que estavam sob custódia da Polícia Federal foram removidos para a cadeia pública. Ontem, o número de presos cujos processos tramitam na Justiça Federal chegou a 82, totalizando uma população carcerária de 595 pessoas, número bem acima da capacidade de 236 presos.
Segundo o supervisor da Cadeia Pública, delegado Amadeu Trevisan Araújo, ‘‘a ida em massa dos presos da Polícia Federal para a Cadeia de Três Lagoas, resolveu os problemas deles mas agravou o nosso problema’’. Para ele, a situação seria menos caótica se a unidade estivesse com cerca de 500 presos.
Araújo afirma que a transferência prejudicou o sistema de segurança feito pelas polícias Civil e Militar, aumentando as chances de fugas. Outro agravante é troca de informações. Agora, detidos por crimes ‘‘comuns’’ como roubo, furto, homicídio, estão juntos com presos por crimes ‘‘federais’’, como lavagem de dinheiro, tráfico internacional e contrabando. Além disso, o Cadeião abriga 162 mulheres e homens condenados e 433 que aguardam sentença, apesar da lei determinar somente o abrigo de não setenciados.
O delegado-chefe da Polícia Federal, em Foz, Joaquim Claudio Figueiredo Mesquista, explica que a custódia de presos, independente do crime cometido, é de responsabilidade dos governos estaduais. ‘‘Não é função da União cuidar presos, apesar disso o Ministério da Justiça sempre passa recursos para os estados.’’
O problema da lotação será amenizado com a ampliação da Cadeia Pública para 300 vagas. A construção da Penitenciária de Foz também deve amenizar o problema.

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