Remoção de 21 detentos desafoga a Penitenciária
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terça-feira, 27 de maio de 1997
Osmani Costa 
Josoé de CarvalhoSem incidentesDetentos são colocados em ônibus-cela da Polícia Civil: forte aparato garante transferência tranquilaA Polícia Militar realizou, na tarde de ontem, a pedido da Secretaria Estadual de Justiça, a transferência de 21 detentos da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) para a Penitenciária Estadual de Maringá (90 km a Oeste de Londrina). A remoção destes presos - todos oriundos de Maringá e região nos últimos anos - abre 17 novas vagas na PEL, cuja capacidade normal é para 360 detentos.
Dos presos removidos, 16 foram levados em um ônibus-cela da Polícia Civil e cinco em uma Kombi-camburão da própria PEL. A escolta envolveu cerca de 30 policiais militares e foi comandada pelo tenente do 5º Batalhão de Londrina, Paulo Siloto. Todos os presos transferidos têm bom comportamento e cumprem penas médias entre três e oito anos de prisão, na maioria por crimes contra o patrimônio.
Mesmo assim, antes do embarque todos os detentos passaram por uma rigorosa revista que incluiu detector de metais. E os policiais da PM estavam fortemente armados, usando coletes à prova de tiros e portando metralhadoras. Não houve qualquer incidente durante a saída dos presos, que estavam algemados em pares. O ônibus e a Kombi foram escoltados de Londrina a Maringá por duas viaturas da PM e uma da Polícia Civil.
O diretor da PEL, Francisco Carlos Melatti, não confirma que as vagas abertas pelas transferências serão ocupadas por presos dos distritos policiais de Londrina, que se encontram superlotados e têm sido constantemente alvo de fugas e rebeliões. A princípio, as novas vagas são para cerca de 30 condenados em definitivo, que aguardam vez na lista de espera da PEL há meses.
Nesta sexta-feira, o número de vagas subirá para 23, porque outros cinco presos serão transferidos para a Colônia Penal Agrícola de Curitiba e um será beneficiado por indulto. Estas transferências são procedimentos normais entre as penitenciárias, e estão acontecendo depois de estudos e negociações da Secretaria da Justiça, iniciados antes da crise do estado de emergência no setor da segurança pública decretado em Londrina, explica Melatti.
De acordo com o diretor, os presos dos distritos policiais só serão recebidos na PEL, em caráter excepcional, caso haja um acordo entre as secretarias estaduais da Justiça - responsável pelas penitenciárias - e da Segurança, à qual estão subordinados os distritos da Polícia Civil. Legalmente, as penitenciárias são casas de detenção para condenados com sentenças definitivas, às quais não cabem mais recursos, comenta Melatti. Por isso, é difícil recebermos aqui na PEL presos provisórios. Mas se for extremamente necessário e negociado entre os secretários, tudo bem.
Em maio do ano passado, quando a Penitenciária de Maringá foi inaugurada, 42 detentos da PEL foram transferidos para lá. Agora, com a remoção destes 21, a PEL deixa de contar com presos vindos de Maringá, Umuarama, Campo Mourão e outras cidades daquela região.


