Assaí - ''Vim de pau-de-arara, fugindo da seca, na década de 60. Vim sozinho, sem lenço nem documento, trabalhar no Japão brasileiro.'' É em verso e prosa que Manoel Alves dos Santos, de 74 anos, mais conhecido como ''Mané Sapateiro'', relembra fevereiro de 1960, quando deixou Triunfo (PE) rumo a Assaí (Norte).

As promessas de trabalho rentável nas plantações de algodão, considerado o ''Ouro Branco'' na época, motivaram o deslocamento de muitos trabalhadores nordestinos, que deixaram as famílias no sertão em busca de uma vida melhor no Paraná. A presença dos japoneses no município, que chegaram na década de 30, era um choque cultural para os pernambucanos, baianos e alagoanos, que vinham em grupos numerosos no chamado ''pau-de-arara''. A viagem durava cerca de 20 dias e terminava dentro das propriedades dos imigrantes japoneses, que empregavam os nordestinos.

Saiba mais sobre os contrastes culturais, e como os migrantes sobreviveram em Assaí, na matéria de Micaela Orikasa.

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