Remessa sai na segunda, garante Ministério
A coordenadora do Programa DST/Aids da Secretaria Municipal de Saúde, Rosângela Alvanhan, apontou e o Ministério da Saúde confirmou que a falta de preservativos é reflexo das dificuldades que o Governo está tendo na importação do produto, comprado quase em sua totalidade de países asiáticos como Índia e Tailândia, e na certificação por parte dos laboratórios credenciados, que não dão conta da demanda. A promessa do Ministério é de que na próxima segunda-feira, os preservativos serão repassados ao Estado para serem distribuídos aos municípios.
O Governo Federal responde por 80% de todo o preservativo distribuído em Londrina Estado e Município completam a conta, com 10% cada um. Com o atraso, a estimativa de distribuir um milhão de preservativos no município este ano não será atingida. Nem mesmo com a compra extra de 50 mil camisinhas que a Secretaria Municipal está concluindo. De janeiro a abril de 2005, o Município distribuiu 43 mil preservativos gratuitamente. Alvanhan tranquilizou, porém, que existe estoque e que não há risco de desabastecimento para as Unidades Básicas de Sáude (UBS) e para as entidades que trabalham com soropositivos.
Sobre a situação da boate, a coordenadora afirmou que o estabelecimento recebe preservativos de graça porque é o único na cidade que possui dark-room (''quarto escuro''), ''um local de altíssimo risco de propagação de DSTs e do vírus da Aids''. Mesmo assim, ela disse que a Secretaria está negociando com a boate formas alternativas de distribuição de preservativos aos clientes como máquinas de camisinha. Alvanhan explicou que uma lei municipal exige que ''motéis e similares'' forneçam preservativos à seus clientes mas a dificuldade está em enquadrar alguns estabelecimentos, como a boate por exemplo, à essa legislação. (L.A.)





