Segundo o farmacêutico Jackson Rapkiewicz, o descarte de remédios vencidos é feito conforme a determinação de cada Município. ''Sei que em Curitiba o descarte é feito em terminais de ônibus, mas a maioria das prefeituras não tem um programa próprio de descarte e os medicamentos acabam no lixo comum.''
''No entanto, a preocupação com o destino dos resíduos da Saúde é grande e em 2004 foi aprovada uma lei federal que obriga as farmácias a darem destinação correta aos remédios vencidos'', completa o farmacêutico.
Para ele, tão importante quanto a destinação final do remédio é a sua armazenagem. Evitar expor os medicamentos a condições extremas de temperatura - muito frio ou muito calor -, à luz solar (esquecer remédios no carro, por exemplo) e umidade favorece a conservação dos princípios ativos.
''Às vezes o remédio está dentro do prazo de validade, mas pode sofrer mudanças de consistência de acordo com a forma de armazenamento. Quando isto acontece o paciente deve evitar o consumo'', alerta Rapkiewicz.
Ele também condena a mistura de remédios diferentes numa mesma caixa. ''Quando for guardar, procurar sempre deixar na embalagem original, que contém a data de validade e o número do lote'', ressalta o farmacêutico, reforçando a necessidade de deixar os medicamentos longe do alcance de crianças. (M.G.)

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