Com estoques formados basicamente por remédios usados e amostras grátis doados pela comunidade, duas farmácias comunitárias de Umuarama estão conseguindo atender em média 400 famílias por mês. Batizadas de Farmácia da Partilha, as duas unidades surgiram como uma alternativa para fornecer a pessoas pobres remédios que elas não encontram na fármacia do Sistema Unico de Saúde (SUS). A Farmácia da Partilha da Igreja Matriz funciona junto à igreja, sendo dirigida às famílias pobres da paróquia. A outra, maior, instalada no Centro Social Urbano, atende o restante da cidade.
Desde que começou a funcionar, em abril, a farmácia do Centro Social Urbano já distribuiu cerca de 1.500 remédios, beneficiando cerca de 600 famílias. São mais de 700 marcas diferentes em estoque, tudo doado pela comunidade. Segundo o chefe da Divisão de Ação Comunitária do CSU, Cícero Laurentino, para manter o estoque da farmácia, as igrejas católicas e evangélicas fazem campanhas periódicas de arrecadação de remédios usados nas casas.
‘‘O trabalho serve também para recolher remédios vencidos que podem ser usados indevidamente’’. Depois, farmacêuticos fazem uma triagem dos remédios que ainda podem ser aproveitados e dos que vão para o lixo.
Além de remédios usados, a farmácia da partilha arrecada com os médicos grandes quantidades de amostras grátis que os laboratórios deixam nos consultórios para fazer propaganda. ‘‘Agora, eles (os médicos) mandam para nós o que não aproveitam’’, diz Cícero. Para reforçar o estoque, o CSU também consegue doações dos próprios laboratórios.
A maior vantagem da Farmácia da Partilha é ter em estoque remédios caros que normalmente não constam na lista de medicamentos distribuídos pela saúde pública. Antes, as pessoas não tinham outra saída senão comprar esses remédios.

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