Remédios falsos assustam a população
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 21 de julho de 1998
Adriana Ribeiro 
O escândalo da falsificação de medicamentos no País assustou a população, principalmente aquela que utiliza remédios de uso contínuo. As mães que possuem filhos pequenos também estão entre as pessoas mais preocupadas. No Paraná, desde que o problema tomou proporções assustadoras, no início deste ano, dezenas de pessoas vêm procurando os órgãos de saúde e de defesa do consumidor para se informar sobre como detectar um remédio falso.
Somente o Procon de Curitiba vem recebendo uma média de vinte ligações diariamente, de pessoas que buscam informações. A maior dúvida é com relação às embalagens, que podem sofrer alterações. Mas o diretor do Procon, Naim Akel Filho, diz que o medo da população já chega ser paranóico. Temos casos de pessoas que nos ligam porque tomaram um remédio que não fez efeito num prazo de meia-hora. Com isso, elas já pensam que o remédio é falso, conta.
A Associação de Defesa do Consumidor (ADoc) também está servindo de ponto de apoio para a população curitibana. Segundo o coordenador da entidade, Fernando Kosteski, desde que o problema se tornou público, cem pessoas telefonaram para a associação buscando dados sobre os nomes e lotes de medicamentos falsificados. Na Vigilância Sanitária de Curitiba o número de ligações vem sendo de cinco por dia.
A chefe da Divisão de Vigilância Sanitária da Secretaria Estadual da Saúde, Maria Aida Rezende, explica que, em caso de dúvidas, as pessoas podem se dirigir a qualquer farmácia para checar os nomes dos medicamentos que fazem parte da lista de falsificação divulgada pelo Ministério da Saúde. Além disso, elas podem buscar orientação em vários telefones. A Sesa mantém o número (041) 148, do Centro de Informações Toxicológicas, que funciona 24 horas. Na Vigilância Sanitária de Curitiba as infomações podem ser conseguidas através dos números (041) 232-6661 e 322-4222. O Ministério da Justiça mantém o número 0800-610033 para denúncias.


