O Instituto de Criminalística da Polícia Civil de Curitiba emitiu, depois de exatos quatro meses de espera, o laudo pericial sobre as 3,5 toneladas de medicamentos enterrados no lixão de São Miguel do Iguaçu (45 quilômetros a nordeste de Foz), suspeitas de terem sido inutilizadas dentro do prazo de validade. O parecer final confirmou que os remédios estavam realmente vencidos.
Segundo o laudo assinado pela toxicologista Solange Lorena Corte Rosa e pela perita criminal Junilce Breta Guidolin, as 3 mil caixas de Precare (complemento vitamínico utilizados por gestantes), enterrados em outubro do ano passado, estavam vencidas há quatro meses. No laudo consta ainda que ‘‘o procedimento da Secretaria Municipal de Saúde e Vigilância Sanitária (VS) da cidade foi normal diante do caso’’.
O promotor de Justiça, Haroldo Nogiri, que solicitou o laudo juntamente com a delegada Tani do Amarante Razera, está em férias e deverá avaliar o resultado somente na semana que vem. O caso foi levantado em abril, quando dois ex-funcionários da VS denunciaram ao Ministério da Justiça a suposta destruição irregular dos remédios, doados por entidades dos Estados Unidos. A pedido da promotoria, técnicos e policiais civis desenterraram as caixas no dia 25 de abril.
Os medicamentos chegaram ao Brasil no final de 1998, mas a burocracia do Porto de Paranaguá acabou atrasando a entrega do carregamento. As caixas foram enterradas na vala séptica destinada a resíduos hospitalares porque na região não há um incinerador especial para destruí-las.

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