Remédios enterrados já estavam vencidos
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sexta-feira, 25 de agosto de 2000
Emerson Dias De Foz do Iguaçu 
O Instituto de Criminalística da Polícia Civil de Curitiba emitiu, depois de exatos quatro meses de espera, o laudo pericial sobre as 3,5 toneladas de medicamentos enterrados no lixão de São Miguel do Iguaçu (45 quilômetros a nordeste de Foz), suspeitas de terem sido inutilizadas dentro do prazo de validade. O parecer final confirmou que os remédios estavam realmente vencidos.
Segundo o laudo assinado pela toxicologista Solange Lorena Corte Rosa e pela perita criminal Junilce Breta Guidolin, as 3 mil caixas de Precare (complemento vitamínico utilizados por gestantes), enterrados em outubro do ano passado, estavam vencidas há quatro meses. No laudo consta ainda que o procedimento da Secretaria Municipal de Saúde e Vigilância Sanitária (VS) da cidade foi normal diante do caso.
O promotor de Justiça, Haroldo Nogiri, que solicitou o laudo juntamente com a delegada Tani do Amarante Razera, está em férias e deverá avaliar o resultado somente na semana que vem. O caso foi levantado em abril, quando dois ex-funcionários da VS denunciaram ao Ministério da Justiça a suposta destruição irregular dos remédios, doados por entidades dos Estados Unidos. A pedido da promotoria, técnicos e policiais civis desenterraram as caixas no dia 25 de abril.
Os medicamentos chegaram ao Brasil no final de 1998, mas a burocracia do Porto de Paranaguá acabou atrasando a entrega do carregamento. As caixas foram enterradas na vala séptica destinada a resíduos hospitalares porque na região não há um incinerador especial para destruí-las.


