Londrina
Cerca de 200 alunos do curso de auxiliar de enfermagem do Colégio Integrado e também do curso de Medicina da Universidade Estadual de Londrina (UEL) promovem hoje uma campanha contra a automedicação. O objetivo é conscientizar a população londrinense contra os riscos que o consumo de medicamentos sem prescrição médica pode trazer para a saúde. O evento será realizado no Calçadão da avenida Paraná (área central) e também na entrada do supermercado Carrefour, ao lado do Catuaí Shopping Center, em horários diferenciados.
Segundo o coordenador e idealizador da campanha, Fábio Alexandre Guimarães Botteon, a idéia de promover o evento surgiu a partir de uma constatação simples: é muito comum na Cidade a pessoa comprar remédio sem recomendação médica. Para ele, mesmo os remédios que não exigem receita na hora da venda, como os de tarjas vermelha e preta, devem ter orientação profissional antes do consumo. ‘‘É importante saber que isso tem um risco. Qualquer medicamento pode causar efeito colateral. Com ou sem tarja’’, observa Botteon.
Entre os problemas mais comuns verificados quando não acontece a orientação médica, aponta Botteon, estão as reações intestinais e os processos alérgicos. Isso pode acontecer com um simples analgésico, antitérmico ou mesmo sedativos de origem natural. Além disso, aponta o coordenador, certos remédios tomados fora de hora podem fortalecer microorganismos, diminuindo a resistência do paciente.
Fábio Botteon destaca que é muito mais seguro para a pessoa consultar um médico sempre que sentir algum problema. Seja ele num consultório particular ou num posto de saúde. ‘‘O profissional é o médico. Ele sabe qual é o melhor medicamento’’, diz o coordenador da campanha.
A campanha começará às 8h30 no calçadão, no centro de Londrina, e prossegue até o meio-dia. Os alunos vão montar uma barraca e distribuirão panfletos explicativos. Além disso, a população terá oportunidade de tirar qualquer dúvida em relação à utilização de medicamentos. Parte dos alunos também estarão no Carrefour, a partir das 10 horas, e ficarão lá até às 18 horas. E Botteon esclarece: ‘‘Os alunos estarão lá para orientar e não para medicar.’’

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