Remédio sem receita é alvo de campanha
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 17 de outubro de 1997
Lúcio Horta 
Londrina
Cerca de 200 alunos do curso de auxiliar de enfermagem do Colégio Integrado e também do curso de Medicina da Universidade Estadual de Londrina (UEL) promovem hoje uma campanha contra a automedicação. O objetivo é conscientizar a população londrinense contra os riscos que o consumo de medicamentos sem prescrição médica pode trazer para a saúde. O evento será realizado no Calçadão da avenida Paraná (área central) e também na entrada do supermercado Carrefour, ao lado do Catuaí Shopping Center, em horários diferenciados.
Segundo o coordenador e idealizador da campanha, Fábio Alexandre Guimarães Botteon, a idéia de promover o evento surgiu a partir de uma constatação simples: é muito comum na Cidade a pessoa comprar remédio sem recomendação médica. Para ele, mesmo os remédios que não exigem receita na hora da venda, como os de tarjas vermelha e preta, devem ter orientação profissional antes do consumo. É importante saber que isso tem um risco. Qualquer medicamento pode causar efeito colateral. Com ou sem tarja, observa Botteon.
Entre os problemas mais comuns verificados quando não acontece a orientação médica, aponta Botteon, estão as reações intestinais e os processos alérgicos. Isso pode acontecer com um simples analgésico, antitérmico ou mesmo sedativos de origem natural. Além disso, aponta o coordenador, certos remédios tomados fora de hora podem fortalecer microorganismos, diminuindo a resistência do paciente.
Fábio Botteon destaca que é muito mais seguro para a pessoa consultar um médico sempre que sentir algum problema. Seja ele num consultório particular ou num posto de saúde. O profissional é o médico. Ele sabe qual é o melhor medicamento, diz o coordenador da campanha.
A campanha começará às 8h30 no calçadão, no centro de Londrina, e prossegue até o meio-dia. Os alunos vão montar uma barraca e distribuirão panfletos explicativos. Além disso, a população terá oportunidade de tirar qualquer dúvida em relação à utilização de medicamentos. Parte dos alunos também estarão no Carrefour, a partir das 10 horas, e ficarão lá até às 18 horas. E Botteon esclarece: Os alunos estarão lá para orientar e não para medicar.


