Remédio contra aranha é levado para a França
A experiência pioneira da Unidade de Saúde 24 Horas Albert Sabin no atendimento a pessoas picadas pela aranha marrom será apresentada hoje no Congresso Europeu de Dermatologia em Nice, na França. Em Curitiba, desde 1990 os casos leves e moderados são tratados com corticoterápicos (remédios anti-inflamatórios à base de corticóide), prática que já passou a ser recomendada pelo Ministério da Saúde para os casos leves. Com isso, os pacientes já não dependem do tratamento à base de soros, que têm produção restrita no país.
No congresso, a médica Anielle Rego, do Departamento de Dermatologia do Hospital Evangélico, apresentará dados estatísticos dos 1.523 casos tratados entre julho de 1995 e julho deste ano pela equipe da médica Marlene Entres, da US Albert Sabin.As unidades de saúde Albert Sabin (Fazendinha), Campo Comprido e Boa Vista são referência no tratamento.
O estudo mostra que dos 1.523 casos, 1.020 (67%) ocorreram com pessoas entre 21 e 60 anos. É a faixa etária economicamente ativa que perde dias de trabalho para tratar das lesões causadas pela picada, afirma Marlene. A divulgação do trabalho no congresso alertará para o problema e pode abrir novos caminhos para a pesquisa científica sobre a arranha marrom, diz Marlene.
Corticoterápicos -
Com a utilização dos corticoterápicos, os pacientes não dependem da utilização de soros, que têm produção restrita no país. Além disso, as vítimas têm maior facilidade de acesso ao medicamento, disponível nas farmácias das unidades de saúde. O soro é indicado para os casos graves, em que a vítima apresenta agravamento do quadro sistêmico, como insuficiência renal, explica a bióloga Gisélia Rúbio, do Centro de Epidemiologia do Paraná.





