A familiaridade com relógios parece ter conferido agilidade ao relojoeiro Waldir Dias, 40 anos, preso em flagrante ontem acusado de tentar arrombar apartamentos em um hotel no Centro de Londrina. Ele se hospedou com nome falso e em poucos minutos tentou invadir pelo menos 15 quartos. No 1º Distrito Policial, o suspeito - que conta com extensa ficha criminal e estava foragido da Justiça - alegou que queria apenas tomar banho e ''arrumar'' dinheiro para voltar para casa.
A ação de Dias foi captada pelo circuito interno de TV do hotel, pouco depois da 13h30. Um recepcionista percebeu a movimentação estranha e chamou a Polícia Militar (PM). Em poucos minutos, pelo menos 12 policiais do Pelotão de Choque surpreenderam o relojoeiro, que havia se hospedado por volta do meio-dia com o nome falso de José Rodolfo Macedo, representante comercial.
Conforme um funcionário do hotel, que pediu para não ser identificado, Dias chegou em um Kadet preto, com placas de Sumaré (SP). Ele não conseguiu fazer o pagamento da diária porque a transação com o cartão não foi autorizada. Mesmo assim, o ''hóspede'' seguiu para um apartamento no 4º andar. Em seguida, ele já teria passado a tentar arrombar apartamentos desde o 1º até o 11º andar, usando pelo menos 20 ''chaves-micha'' apreendidas pela PM.
Preso, o suspeito declarou que havia chegado ontem pela manhã de Assis (SP) e pretendia apenas ''tomar um banho e descansar um pouco''. ''Tentei ver se tinha algum apartamento aberto para pegar um dinheiro para voltar para casa'', afirmou, justificando as tentativas de arrombamento.
Sobre as chaves, Dias argumentou que parte seriam de sua residência em Indaiatuba (SP) e outra pertenceria a um amigo que seria chaveiro. Ele disse que não sabia que era procurado pela Justiça de Barra Bonita (SP) por falsidade ideológica. ''Estive preso por estelionato há quatro anos em Presidente Prudente (SP) mas saí livre. Acho que esse problema é porque não compareci numa audiência sobre um cheque sem fundos'', afirmou.
A ficha criminal de Dias, no entanto, seria bem mais extensa, segundo apurou o cabo do Pelotão de Choque, Celso Amauri Alves. De acordo com ele, o suspeito teria passagens por roubo, furto, estelionato, porte de droga e falsidade ideológica. ''Ele nega tudo, mas encontramos umas 10 chaves-micha com ele e outras 10 no carro dele'', comentou o policial militar.
Dias foi encaminhado para o 1º Distrito Policial, onde deveria ser autuado por tentativa de arrombamento e furto e falsidade ideológica.

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