Relógios acústicos vão medir poluição sonora
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sexta-feira, 01 de agosto de 1997
Curitiba 
DivulgaçãoMedidor de ruídos foi produzido na incubadora de empresas do TecparCuritiba será uma das primeiras cidades do mundo a utilizar a tecnologia de relógios acústicos no controle da poluição sonora. A Prefeitura vai instalar, ainda este mês, o Relácus - um medidor de ruídos produzido na incubadora de empresas do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), pelo físico carioca Geraldo Cavalcanti. Desenvolvido durante três anos, o equipamento funciona como os relógios digitais que mostram tempo e temperatura.
Com os relógios acústicos será possível medir 24 horas por dia os ruídos produzidos por automóveis, lojas, bares, igrejas e boates, explica Cavalcanti. Os dados fornecidos pelo Relácus serão utilizados para mudanças no tráfego e planejamento urbano.
Os primeiros pontos para fixação dos relógios são a Avenida Kennedy com a Rua São Paulo (Vila Guaíra), Rua Mato Grosso (Shopping Água Verde), canteiro da Rua João Bettega, no cruzamento da Elias Abdo Bitar e Ariel Vilas Tacla (CIC), Rua Anne Frank (Boqueirão), Praça Rui Barbosa (Centro), Avenida Iguaçu com Rua Pasteur (Rebouças), Praça Villa Lobos (Jardim Social) e na Rua Conselheiro Laurindo, entre Brasílio Itiberê e Engenheiro Rebouças (Jardim Botânico).
Com quatro metros de altura, o relógio acústico tem um mostrador que indica os decibéis (dB) relativos ao volume sonoro do local. O monitor também mostra se o nível de ruído está acima do limite permitido, que varia de 45 a 60 dB.
O ruído excessivo pode causar dores de cabeça e distúrbios cardiovasculares. O ruído normal gera até 85 dB - suportável ao ouvido humano por oito horas, o que equivale a uma rua com trânsito intenso. Entre 90 e 100 dB - ruído correspondente ao tráfego de caminhões - a sensação auditiva torna-se dolorosa, explica a médica do trabalho Elza Palazzo, do Centro Metropolitano de Atendimento à Saúde do Trabalhador.


